domingo, 23 de agosto de 2015

Unidade 5 - Capítulo 1: Estado Novo (1937-1945) - continuação

O Estado Novo foi uma ditadura instaurada a partir de um golpe político em função de uma suposta ameaça comunista ao poder de Vargas. Logo após a decretação do Estado Novo, Getúlio decretou o fim dos partidos políticos, o fim da representação democrática, a suspensão das eleições e suprimiu a autonomia dos estados. 
Será colocado em prática um Estado interventor. Seja em assuntos políticos, seja em assuntos econômicos. O Estado Novo é conhecido por planejar o direcionamento da economia, da produção e no controle dos trabalhadores.
Mas lembrem, ditaduras não se mantém apenas pela força. Por isso, foi montado o Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP. Responsável pela censura e controle de informação de todos os meios de comunicação e culturais, como rádio, imprensa, teatro, dentre outros. Ao mesmo tempo, tinha função de elaborar propagandas de convencimento enaltecendo a figura de Getúlio Vargas e os feitos do Estado Novo.
     É durante o Estado Novo que a industrialização ganhar força o projeto do governo para esse setor tinha por objetivo conquistar a autossuficiência, defender os recursos naturais através da nacionalização do petróleo, por exemplo, e diversificar a produção econômica brasileira. Note que o Estado brasileiro atuou no sentido de desenvolver uma indústria de base para a produção de bens de capital. Exemplo disso é a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). 
     A partir dessa política de industrialização podemos abordar a relação com os Estados Unidos, a entrada no Brasil na Segunda Guerra Mundial e o próprio fim da ditadura estado-novista. Essa ligação de diferentes temas se dá seguinte forma. A CSN foi construída a partir de empréstimos dos EUA em troca de uma aproximação política com os americanos. Ao mesmo tempo, o Brasil tinha relações estreitas com a Alemanha nazista, sejam elas por questões comerciais ou por afinidades ideológicas. O distanciamento entre ambos os países ocorrerá a partir do esforço americano de trazer o Brasil para sua órbita de influência, em razão do ataque japonês à Pearl Harbor e pela consequente entrada dos EUA na guerra. 
     No início de 1942 o Brasil rompe relações diplomáticas com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) em função da pressão americana e, em decorrência dessa atitude, a Alemanha bombardeou embarcações brasileira. Em pouco tempo a opinião pública pressionou o governo Vargas para declarar guerra ao Eixo. A entrada do Brasil no conflito ocorreu em outubro de 1942 e a sua participação foi importante na Itália pela ação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ou pela Força Aérea Brasileira (FAB), ambas treinadas pelos Estados Unidos.
     No entanto, a entrada do Brasil na guerra ao lado dos países aliados criou uma contradição sem solução para o Estado Novo. Afinal, o país enviou tropas para lutar pela democracia e contra um regime (o nazifascista) que nutria muita simpatia e semelhança. As vozes de oposição, mesmo com a censura, eram cada vez maiores e a continuação do Estado Novo parecia inviável. Vargas então anuncia novas eleições, a anistia (perdão) aos presos políticos e a liberação para a formação dos partidos políticos. Ao mesmo tempo surge o movimento queremista - "Queremos Getúlio" - para fazer a transição ao regime democrático. Com isso, a oposição política considera que existe a real possibilidade de, em caso Vargas, conduza o processo de retorno à democracia haja a possibilidade de sua permanência no poder. Então, é organizado um golpe para depor Getúlio Vargas do poder.
Assim é o fim do período conhecido como a Era Vargas.

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