Relembrando
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Esse post abordará os sucessivos governos existentes no período democrático, assim como suas principais ações. Segue a lista:
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1950)
Governo Getúlio Vargas (1951-1954)
Governo Juscelino Kubitschek (1955-1960)
Governo Jânio Quadros (1961)
Governo João Goulart (1961-1964)
Por ordem
Com o comprometimento de Vargas, ainda nos tempos de Estado Novo, com o fim da ditadura, liberou-se a formação partidária e, necessariamente, de caráter nacional. Surgiram-se então 4 grandes partidos, sendo que 3 deles dominariam o cenário político internacional. São eles:
PTB: Partido Trabalhista Brasileiro - tinha suas bases sociais nos sindicatos e no funcionalismo público, logo tinha identificação com os trabalhadores. Muito próximo de Getúlio Vargas.
PSD: Partido Social Democrático
Reunia a burguesia industrial favorável ao nacionalismo econômico posto em prática pelo Estado Novo. Identificado com parte das antigas oligarquias existentes desde a Primeira República. Também nutria simpatia pela figura de Vargas.
UDN: União Democrática Nacional
Considerados de direita, era um partido de oposição ao varguismo. A articulação entre os políticos da UDN teve início antes mesmo do fim da ditadura estado-novista e foram importantes para impor o término desse regime.
PCB: Partido Comunista do Brasil
O partido foi formado em 1922, mas foi posto na ilegalidade em 1935 pelo governo Vargas antes mesmo do Estado Novo e seria reorganizado em 1945 com a abertura política. Era um partido que desde a sua fundação tinha uma orientação de programa muito clara e o único comprometido com o socialismo.
PTB: Partido Trabalhista Brasileiro - tinha suas bases sociais nos sindicatos e no funcionalismo público, logo tinha identificação com os trabalhadores. Muito próximo de Getúlio Vargas.
PSD: Partido Social Democrático
Reunia a burguesia industrial favorável ao nacionalismo econômico posto em prática pelo Estado Novo. Identificado com parte das antigas oligarquias existentes desde a Primeira República. Também nutria simpatia pela figura de Vargas.
UDN: União Democrática Nacional
Considerados de direita, era um partido de oposição ao varguismo. A articulação entre os políticos da UDN teve início antes mesmo do fim da ditadura estado-novista e foram importantes para impor o término desse regime.
PCB: Partido Comunista do Brasil
O partido foi formado em 1922, mas foi posto na ilegalidade em 1935 pelo governo Vargas antes mesmo do Estado Novo e seria reorganizado em 1945 com a abertura política. Era um partido que desde a sua fundação tinha uma orientação de programa muito clara e o único comprometido com o socialismo.
Governo Dutra (1946-1950)
Na corrida presidencial, a coligação PTB-PSD ganhou as eleições e foi eleito Eurico Gaspar Dutra para presidência. Vargas declarou apoio político à ele, fato que colaborou consideravelmente para o sucesso eleitoral.
O que devemos ter atenção nesse governo é o contexto no qual ele está inserido. Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) a Europa estava arrasada e despontavam como protagonistas no cenário mundial os Estados Unidos e a União Soviética. Em breve, o mundo entraria em um período da história denominado de "guerra fria" que, em resumo, se tratava de uma disputa ideológica e de territórios entre o capitalismo e o socialismo. Logo, diante do tensionamento das relações entre EUA e URSS o mundo passou a ter dois polos de poder e influência. Por isso, fala-se em mundo bipolar durante parte da "guerra fria".
Diante desse cenário, os diferentes países precisavam se posicionar entre um desses polos. O Brasil se aliou aos Estados Unidos. E o que isso implicava? Se situar ao lado dos americanos na "guerra fria" era se comprometer com o combate e a perseguição ao "perigo comunista". Exemplo disso, foi o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a União Soviética, assim como a cassação do registro do PCB e de todos os seus políticos eleitos democraticamente. Ambas as ações demonstram o alinhamento do Brasil com a política de afastamento e combate ao comunismo.
Por hora, isso é uma das principais características do governo Dutra.
Governo Getúlio Vargas (1951-1954)
Desse vez Vargas volta ao poder pela via democrática: eleito pela sociedade.
O seu governo marca uma forte retomada da política econômica adotada no período do Estado Novo. Exemplo disso foi o forte investimento do governo na industrialização buscando alcançar a independência econômica através do capital (dinheiro; investimento) nacional e do controle dos recursos naturais, como a criação da Petrobras e o monopólio na exploração e refino do petróleo.
A oposição da UDN foi extrema desde o início do governo porque os udenistas discordavam desse nacionalismo econômico posto em prática pelo governo Vargas. Some-se a isso um cenário político e social que se deteriorou ao longo do mandato de Getúlio, pois em função do desenvolvimento econômico a inflação (aumento dos preços) tornou-se cada vez mais forte. A alta inflacionária atinge diretamente os trabalhadores, ou seja, a base de sustentação política do então presidente. Por isso, as greves tornaram-se cada vez mais frequentes.
Para tentar resolver essa situação, Vargas nomeou João Goulart para o Ministério do Trabalho na tentativa de contornar a delicada relação com os trabalhadores porque o novo ministro tinha uma ligação muito próxima com esse setor econômico. Já na década de 1950 havia uma confusão entre a política trabalhista e a proximidade com o comunismo porque ter pautas a favor da classe trabalhadora podia ser visto como sinal de uma tendência à essa vertente política de esquerda. Em razão disso, a medida de Goulart de tentativa aumento de 100% do salário mínimo (1954) foi muito mal recebida pela elite industrial do país e aumentou as vozes de oposição representada pela UDN e por Carlos Lacerda.
Lacerda era um jornalista e político pela UDN e uma das principais de vozes de oposição ao governo Vargas e, por ser proprietário de um jornal, conseguia veicular e divulgar amplamente suas ideias. Além disso, outros setores da sociedade não apoiavam o governo como parte dos militares e empresários, seja pela (improvável) proximidade política com o comunismo ou pela política econômica nacionalista.
Um novo acontecimento ocasionará um desfecho trágico para o governo em um cenário já delicado, seja pelo lado social motivado pela alta inflacionária e o consequente aumento de críticas dos trabalhadores, seja pela oposição política e econômica da UDN e de parte do militarismo e do empresariado: o atentado contra Carlos Lacerda. (Novamente: a principal figura de oposição ao Vargas)
O jornalista não morreu, mas o fato ocasionou uma crise no governo porque as investigações apontaram que o autor do atentado foi uma pessoa extremamente próxima de Vargas. Em função da crise houve a perda de sustentação política do presidente.
Pressionado para renunciar, Getúlio Vargas tomou uma medida radical: suicidou-se com um tiro no peito.
Houve uma comoção nacional e o povo foi às ruas demonstrar o sentimento que tinha ao governante e também destruir os jornais de oposição como "O Globo" e o "Tribuna da Imprensa" (propriedade de Carlos Lacerda).
Como o cargo executivo estava vago, assume o vice-presidente Café Filho e, como estava previsto, foram realizadas novas eleições em 1955.
Diante desse cenário, os diferentes países precisavam se posicionar entre um desses polos. O Brasil se aliou aos Estados Unidos. E o que isso implicava? Se situar ao lado dos americanos na "guerra fria" era se comprometer com o combate e a perseguição ao "perigo comunista". Exemplo disso, foi o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a União Soviética, assim como a cassação do registro do PCB e de todos os seus políticos eleitos democraticamente. Ambas as ações demonstram o alinhamento do Brasil com a política de afastamento e combate ao comunismo.
Por hora, isso é uma das principais características do governo Dutra.
Governo Getúlio Vargas (1951-1954)
Desse vez Vargas volta ao poder pela via democrática: eleito pela sociedade.
O seu governo marca uma forte retomada da política econômica adotada no período do Estado Novo. Exemplo disso foi o forte investimento do governo na industrialização buscando alcançar a independência econômica através do capital (dinheiro; investimento) nacional e do controle dos recursos naturais, como a criação da Petrobras e o monopólio na exploração e refino do petróleo.
A oposição da UDN foi extrema desde o início do governo porque os udenistas discordavam desse nacionalismo econômico posto em prática pelo governo Vargas. Some-se a isso um cenário político e social que se deteriorou ao longo do mandato de Getúlio, pois em função do desenvolvimento econômico a inflação (aumento dos preços) tornou-se cada vez mais forte. A alta inflacionária atinge diretamente os trabalhadores, ou seja, a base de sustentação política do então presidente. Por isso, as greves tornaram-se cada vez mais frequentes.
Para tentar resolver essa situação, Vargas nomeou João Goulart para o Ministério do Trabalho na tentativa de contornar a delicada relação com os trabalhadores porque o novo ministro tinha uma ligação muito próxima com esse setor econômico. Já na década de 1950 havia uma confusão entre a política trabalhista e a proximidade com o comunismo porque ter pautas a favor da classe trabalhadora podia ser visto como sinal de uma tendência à essa vertente política de esquerda. Em razão disso, a medida de Goulart de tentativa aumento de 100% do salário mínimo (1954) foi muito mal recebida pela elite industrial do país e aumentou as vozes de oposição representada pela UDN e por Carlos Lacerda.
Lacerda era um jornalista e político pela UDN e uma das principais de vozes de oposição ao governo Vargas e, por ser proprietário de um jornal, conseguia veicular e divulgar amplamente suas ideias. Além disso, outros setores da sociedade não apoiavam o governo como parte dos militares e empresários, seja pela (improvável) proximidade política com o comunismo ou pela política econômica nacionalista.
Um novo acontecimento ocasionará um desfecho trágico para o governo em um cenário já delicado, seja pelo lado social motivado pela alta inflacionária e o consequente aumento de críticas dos trabalhadores, seja pela oposição política e econômica da UDN e de parte do militarismo e do empresariado: o atentado contra Carlos Lacerda. (Novamente: a principal figura de oposição ao Vargas)
O jornalista não morreu, mas o fato ocasionou uma crise no governo porque as investigações apontaram que o autor do atentado foi uma pessoa extremamente próxima de Vargas. Em função da crise houve a perda de sustentação política do presidente.
Pressionado para renunciar, Getúlio Vargas tomou uma medida radical: suicidou-se com um tiro no peito.
Houve uma comoção nacional e o povo foi às ruas demonstrar o sentimento que tinha ao governante e também destruir os jornais de oposição como "O Globo" e o "Tribuna da Imprensa" (propriedade de Carlos Lacerda).
Como o cargo executivo estava vago, assume o vice-presidente Café Filho e, como estava previsto, foram realizadas novas eleições em 1955.
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