segunda-feira, 29 de junho de 2015

Unidade 4 - Capítulo 2 - Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Parte 2 do conteúdo.

A Europa entre as guerras é marcado por um cenário de avanço de ideias conservadoras e a consolidação de governos totalitários como o fascismo e o nazismo. No entanto, para compreendermos a eclosão da Segunda Guerra precisamos olhar para as ações da Alemanha nazista e de Adolf Hitler.

Assim que chegou ao poder Hitler desconsiderou o Tratado de Versalhes a passou a reorganizar todo o exército alemão, assim como remilitarizou a fronteira com a França. Ambas as medidas eram proibidas pelo acordo diplomático. Porém, as ações bélicas do chefe político alemão não cessaram. Em 1938, é posta em prática a política do "espaço vital" alemão que estabelecia a anexação de territórios considerados essenciais para a sobrevivência alemã. O primeiro lugar anexado (sem protestos) foi a Áustria. No mesmo ano, a Alemanha expande seus domínios para a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, fronteira com o território alemão. 
Nesse momento há a movimentação da Inglaterra e a França para conter o avanço alemão e manter a "política de apaziguamento". O objetivo dos ingleses e franceses era evitar que uma guerra explodisse novamente porque estava muito vivo na memória de todos o horror que foi o conflito anterior, assim como a debilidade de recursos do mundo. (Lembre: a crise de 1929 ainda tem efeitos no final da década de 1930). Então, a Conferência de Munique reuniu os líderes ingleses, franceses e alemães para conceder a região da Tchecoslováquia e Hitler se comprometeria a não anexar outras regiões. Em 1939 a Alemanha nazista dominou todo o território da Tchecoslováquia. A senha para a eclosão do conflito aconteceu quando houve a invasão alemã na Polônia. Com isso, a Inglaterra e a França declararam-se em guerra contra Alemanha. Aos poucos, outros países aderiram ao conflito.

Iniciado o conflito a Alemanha dominou diversos territórios devido ao sucesso da guerra-relâmpago, o blitzkrieg. Consistia em um forte ataque em uma região para rápido controle, desse modo praticamente toda a Europa foi dominada pelos exércitos alemães, inclusive a França, já em 1940. Ainda nesse mesmo ano a força aérea alemã realizou um enorme e longo bombardeio sobre Londres para forçar a rendição dos ingleses. Porém, a queda britânica não ocorreu e Hitler passou a olhar para o outro lado, especificamente a União Soviética. 
Ignorando o tratado de não agressão assinado com a URSS antes mesmo do início do conflito, Hitler direciona suas forças contra Stalin em 1941. Os alemães avançaram até Leningrado (hoje São Petersburgo) mas o exército russo aplicou da mesma tática utilizada contra a invasão de Napoleão: a terra arrasada. À medida que recuavam, os russos destruíam tudo que pudesse oferecer suprimentos ou abrigo para o exército alemão para desgastá-lo. Além disso, havia o rigoroso inverno russo que vitimou vários combatentes. O combate entre soviéticos e alemães se estendeu até 1944. Após a vitória soviética o exército tinha ordens para avançar até Berlim, capital alemã. 
Nesse tempo, os Estados Unidos já haviam entrado no conflito (1941) em função do ataque japonês nas bases americanas de Pearl Harbor (Hawaí) feito em resposta ao bloqueio comercial imposto pelos EUA ao Japão, no Oriente. Em junho de 1944 era executado o "Dia D", dia do desembarque das forças aliadas na Normandia (norte da França) para expulsar o exército alemão. Com isso, a desgastada Alemanha se viu em duas frentes da batalha, no lado ocidental contra EUA e Grã-Bretanha e do lado oriental a URSS. A partir do avanço soviético o mundo teve certeza da implantação da política de "solução final" aplicada contra os judeus nos campos de concentração.
A derrota alemã viria apenas em 1945 com a invasão do exército soviético em Berlim e, posteriormente, com a chegada das forças ocidentais. Assim, estava terminada a guerra...na Europa.

O Japão ainda não havia se rendido. A solução encontrada pelos Estados Unidos foi utilizar as novas armas desenvolvidas em segredo: as bombas atômicas. Diante da resistência japonesa os exército americano considerou que lançar utilizar o novo armamento daria um fim definitivo ao conflito e haveria a economia de recursos e a vida de combatentes seriam poupadas. 
As cidades de Hiroshima e Nagasaki foram completamente destruída e boa parte da população morreu. Aqueles que não faleceram tiveram que conviver com os efeitos da radiação nos seus corpos.
Entramos então na era atômica! 
A possibilidade de uso das bombas atômicas marcariam praticamente todo o século XX e foi um recado direto de demonstração de força para o maior rival dos Estados Unidos naquele momento, a URSS.
Mas isso é assunto para depois...

Bom estudo queridxs!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Unidade 3 - Brasil nos anos 1920

Esse é bem mais rápido
Lembrem: Av1 - Unidade 3 - cap. 1 e 2

Industrialização

O american way of life e seus objetos de desejo de consumo também chegam ao Brasil, principalmente, para a elite econômica. Nos anos 1920 o Brasil iniciou, mesmo que discretamente, a sua industrialização muito em função da guerra e os personagens envolvidos conflito estavam mais preocupados em aniquilar um ou outro do que a comercializar com outros países. Mesmo assim, o Brasil ainda é uma país rural e agrário, quer dizer, a produção do campo é extremamente importante para a nossa exportação e abriga a esmagadora maioria da população brasileira naquele contexto.

A década de 1920 é repleta de acontecimentos importantes e de novidades. É também nessa década que a Primeira República começou a dar sinais de esgotamento. Exemplo disso

Tenentismo
Movimento composto por setores do Exército que questionavam o fisiologismo da política brasileira, como o coronelismo e o voto de cabresto. Dois acontecimentos envolvendo os tenentistas ficaram muito conhecidos: o 18 do Forte de Copacabana e a Coluna Prestes. 
A Coluna Prestes ou Coluna Prestes-Miguel Costa percorreu o interior do país do centro-oeste até o nordeste com o objetivo de questionar aquela política oligárquica extremamente fraudulenta, violenta e baseada na troca de favores. 

Modernismo
Essa parte aparece apenas no final da unidade. Vocês estudarão esse tema novamente com algumas informações.
O objetivo do Modernismo é valorizar o que se considerava nacional e pensar quais eram as características da nacionalidade. "O que era ser brasileiro?" ou "Quais são as características que definem a cultura brasileira?" são perguntas que podem ser percebidas com certa facilidade a partir do estudo dos trabalhos dos artistas e intelectuais da época. 
Ao contrário do que se ensina, o Modernismo não começou em 1922, nem mesmo em São Paulo. Desde 1870 já encontramos intelectuais preocupados com esse objetivo. No entanto, o fato histórico que ficou extramente conhecido em relação ao modernismo foi a Semana de Arte Moderna (1922) ocorrida no Theatro Municipal paulista e reuniu os grandes artistas da época.


A grande novidade mesmo daquela década foi a conquista do voto feminino, em 1927, no Rio Grande do Norte. Isso foi possível porque já vivíamos no federalismo e, por isso, os estados tem maior liberdade para criar leis diferentes. Porém, valia apenas para o RN. E os outros estados?  

Unidade 3 - Estados Unidos nos anos 1920

Olá,
A aula sobre esse tema foi muito maior e com várias informações. Porém, por uma questão de tempo e agilidade escreverei apenas sobre o que está na prova, ok?

Ao que interessa...

American way of life, consumo, crédito, fordismo, ações e Bolsa. Palavras chaves desse conteúdo. 
A década de 1920 foi muito próspera para os Estados Unidos por vários motivos. 1) Apesar de ter participado da Primeira Grande Guerra (1914-1918) o país não viveu a destruição de regiões produtivas porque o palco do conflito foi a Europa e parte da Ásia. 2) As principais potências europeias estavam arrasadas ao final da guerra e os EUA tiveram papel fundamental na recuperação econômica desses países através de investimentos e empréstimos.
Foi uma época de grande euforia nos Estados Unidos. Afinal, eles saíram vitoriosos da guerra e, em breve, entrou em grandes crescimento econômico. 

Além de obter altas vendas de importações para os países europeus, surgiu nos Estados Unidos uma forte onda de consumo. Surgia, então, o american way of life. Baseado nos salários e na obtenção de crédito a população americana era incentivada a comprar os principais produtos da época, como os rádios, telefones, geladeiras, automóveis, dentre outros. Esses artigos, também conhecidos como bens de consumo, passaram por uma redução de preços a partir do desenvolvimento e aplicação do fordismo. Uma das principais características desse modelo de produção é a divisão de tarefas na "linha de montagem" e cada setor de uma fábrica ficaria responsável por uma parte da fabricação do produto. Em razão disso, o fordismo conseguiu reduzir custos, o tempo de produção e ampliar a capacidade produtiva. 
E qual era o objetivo? Formar uma produção em massa para abastecer o consumo em massa.

Entretanto, o american way of life não era para todos. Esse estilo de vida atingiu, principalmente, a classe alta e média dos Estados Unidos e apesar do notável crescimento econômico e da prosperidade que o país vivia, setores da sociedade, como a população negra e de imigrantes, permaneceram marginalizados em função das desigualdades sociais produzidas pela concentração de renda. 

Em meados da década de 1920 a economia demonstra os primeiros sinais de supeprodução, ou seja, produzia-se mais do que o mercado consumidor era capaz de absorver. Logo, forma-se estoque e, então, a queda dos preços. A indústria e o campo passaram a reduzir a produção e realizar demissões para se ajustar. 

Falta o outro componente desse quebra-cabeças: A Bolsa de Valores e as ações.
Nesse tempo o investimento em bolsa de valores através da compra de ações de empresas como a Ford passaram por um grande crescimento. Em razão da alta procura na primeira metade da década o valor das ações cresceu consideravelmente e, assim, como os outros produtos, eles podiam ser adquiridas através de crédito. 

A partir da segunda metade da década de 1920, com os primeiros sinais da crise de superprodução, as indústrias começaram a reduzir os seus investimentos. Porém, o objetivo ao vender ações é utilizar os recursos recebidos em capacidade produtiva (produzir mais e mais veloz) e a elaboração de novos produtos. Porém, esse investimento tornou-se praticamente especulativo, ou seja, obtinha-se a ação apostando na valorização e depois a revendia, realizando o lucro.

Esse quadro de superprodução, demissões, manutenção de crédito e investimentos especulativos se prolongou até outubro de 1929, quando houve a quebra da Bolsa de Nova York. Diante do grande volume de venda das ações houve uma queda acentuada do valor das mesmas. Logo, as pessoas que compravam as ações perdiam seus investimentos e, consequentemente, não tinham como saldar suas dívidas com as corretoras que vendiam as ações ou com os créditos bancários. Sem esquecer o grupo cada vez maior de desempregados. 
(Menos emprego, menos consumo, menor lucro - demissão. Até mesmo ao fechamento completo das fábricas.)
Rapidamente o país mergulha em uma grave crise e em recessão (ausência de crescimento econômico). Ao longo dos anos de 1930, 1931 e 1932 diversas fábricas e bancos faliram e o número de desempregados atingiu altos níveis.  
Lembra que os Estados Unidos era o grande investidor e financiador do mundo e reconstrução da Europa? Esses investimentos somem do Velho Mundo e tornam a crise mundial. A Alemanha será o país mais atingido, depois dos Estados Unidos, pela crise de 1929. (Em momentos de crise, as radicalizações políticas ganham mais forças...). A única região que não sofreria efeito algum foi a União Soviética (URSS) porque todos os demais países haviam cortado relações diplomáticas e comerciais.

New Deal (1933)
O New Deal é um conjunto de medidas do Estado para intervirem na economia. 
Exemplo: o governo passa a regular a produção a partir de uma política de preço mínimo, compra do excedente, subsídios ou até mesmo a destruição das mercadorias. 
O governo dos Estados Unidos passaram a investir em grandes obras públicas para aumentar o número de empregados e, consequentemente, de consumidores. Por fim, o Estado passou a intervir também na relação entre trabalhadores e empresários, com a criação de salário mínimo,a limitação da jornada de trabalho, previdência e outros benefícios. O objetivo era garantir alguma seguridade social (por algum tempo) para quem perdesse o emprego.

O New Deal começou a resolver a crise nos Estados Unidos, mas não salvou completamente a economia. Isso aconteceria alguns anos depois. Além disso, a crise foi um dos fatos históricos que trouxe consequências mundiais.