segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Prova final

Turma,
esse é o post que falei que iria fazer. Queria passar uma informação sobre Getúlio Vargas.
É o seguinte, para alguns o Vargas é classificado como um populista. O que quer dizer o termo? Para alguns o "populista" que aquele político que adota medidas para agradar a população e ganhar simpatia deles e, consequentemente, seu apoio político. Para essas pessoas, o populista é aquele que engana a população para obter apoio. Na prática o que seria isso? Por exemplo, quando Vargas cria e amplia o direito dos trabalhadores, ele, na verdade, só queria ter apoio dos operários com essas medidas e, no fundo, não pensava no bem estar desse setor da sociedade. 
O problema de considerar políticos como "populistas" é o seguinte: ela toma a população como ignorantes que não sabem o que bom para si e precisam de um ser iluminado para guiá-los e tornar a vida melhor. 
Na Argentina houve um governo muito semelhante ao de Getúlio Vargas e foi o de Juan Domingo Perón. Assim como Vargas, Perón foi classificado de populista, foi um militar que participou de um golpe militar em 1930 e anos depois, em 1946 foi eleito presidente da Argentina e reeleito em 1950.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Capítulo 15: Redemocratização (continuação)

Continuação do post anterior.

Governo José Sarney (1985-1989)
Político conhecido até hoje e era um homem de confiança da ditadura. Bom, a ditadura havia acabado, mas era preciso redemocratizar o país. E o que isso significa? E como fazer isso? Mais uma vez: nova Constituição. Em 1986 é convocada um Assembleia Constitucional para escrever mais uma Constituição para o país. Em 1988 ela estava pronta e é a mesma que está em vigor até hoje. Ela estabelece, por exemplo a liberdade de formação de partidos (algo que não existia na ditadura), a participação popular para a escolha dos representantes do país através da eleições (o que não havia na ditadura) e, por fim, a liberdade de imprensa e manifestação de pensamento (que também não existia na ditadura). Agora os meios de comunicação como revistas, jornais e tv's tinham (e tem) total liberdade para escrever e a população pode se expressar sobre diferentes assuntos no país.
Economicamente foram anos tenebrosos para o país, registrando inflações altíssimas.

Governo Fernando Collor (1990-1992)
Esse governo é marcado pela entrada do Brasil de cabeça no Neoliberalismo e no mundo globalizado. Collor foi eleito com amplo apoio da Rede Globo (Bem, Globo fazendo campanha não é novidade nenhuma. O problema é se dizer imparcial; que não tem lado. Enfim...). Collor representava uma novidade, era um político novo na época e na sua campanha foi muito forte o discurso de "caçador de marajás". Caçador de empregados públicos que não aparecem para trabalhar.
E o Neoliberalismo? Simplificando o neoliberalismo é caracterizado pelo "Estado mínimo". Ok, e aí? Isso quer dizer que o governo deve intervir o mínimo possível na economia e cortar gastos. Acontece que esses cortes acontecem em setores sociais, como educação. Ou seja, no neoliberalismo o governo investe o mínimo possível nesse setor. (Aliás, isso é feito pelo Governo do Rio de Janeiro!). 
A venda de empresas estatais começaram nesse período e é desse momento também a abertura total do mercado brasileiro para empresas internacional. Isso marcou a entrada do Brasil no processo de globalização. Ou seja, inserir o país em uma economia totalmente interligada com o mundo. No entanto, isso trouxe consequências boas e ruins. Diversas empresas e fábricas não tinham condição de competir com produtos importados melhor elaborados e, por vezes, mais baratos que o nacional. Se fábricas não conseguem competir, elas tem prejuízo e prejuízo é conta no vermelho; falta de dinheiro. Se tem prejuízo, demite e quando isso acontece aumenta o desemprego. Se os prejuízos continuam...falência. E o governo? Não faz nada para conter as falências e desemprego? Claro que não. Afinal, é neoliberalismo. Neoliberalismo = "Estado mínimo" = não intervenção do governo. Se as empresas não são competentes para competir e se manter no mercado...paciência.

Foi um governo manchado também pela corrupção, fato que ocasionou o impeachment do presidente da República. O que isso quer dizer? Quer dizer que o Congresso Nacional votou e aprovou a derrubada de Collor do governo depois da forte mobilização da juventude. Movimento que ficou conhecido como "caras pintadas".
Para concluir o seu governo assume o seu vice: Itamar Franco.
Foi nesse governo, em 1994, que foi criado e posto em prática pelo Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso o Plano Real. Objetivo: acabar com a inflação. O que foi conseguido.

Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)
Sim, o Plano Real controlou a inflação no Brasil e foi isso que garantiu a eleição de Fernando Henrique.
Nos primeiros quatro anos houve a ampliação do neoliberalismo, principalmente, pela vendas das empresas estatais. Isso quer dizer privatização. E por que? Lembrem-se que neoliberalismo = "estado mínimo". Logo, os investimentos devem ser entregues para o setor privado. Por isso houve a venda da Vale (na época Vale do Rio Doce), uma empresa estatal criada durante a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas para extrair as riquezas minerais do país. Uma empresa que não registrada prejuízos. Os defensores das privatizações afirmavam que tratavam-se empresas que davam prejuízos e com a venda delas haveria mais recursos para aplicar em Saúde e Educação e menores gastos do governo. Bem, acho que a sociedade espera a melhoria nessas áreas até hoje, ne? Por outro lado podemos usar celulares hoje, mas coitado daquele que tiver que resolver algum problema com as operadores campeãs de reclamação. Enfim
Nem tudo foi desastre. Ainda no governo Fernando Henrique foi aprovada a Lei de Responsabilidade Fiscal que proibia os governos de gastarem mais do arrecadam. Foram criadas também programas de transferência de renda direta, como o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação no qual famílias muito pobres recebiam recursos do governo para complementar a renda. Houve também alguma redistribuição de terras, mesmo que pouca.  

2° mandato - 1999-2003
Por causa do sucesso econômico do país e do controle da inflação Fernando Henrique Cardosos conseguiu a reeleição. Porém, foi necessária a aprovação de uma emenda na Constituição de 1988 que não permitia a reeleição. Surgem nesse período denúncias de compra de votos para a aprovação da emenda constitucional e esse caso de corrupção se juntaria a indícios de irregularidades nas privatizações. 
O 2°mandato muito complicado porque o mundo passou por três crises econômicas internacionais e em países que iguais ao Brasil em desenvolvimento e praticantes do neoliberalismo estão propensos a sofrer mais com tais crises. 

Governo Luís Inácio "Lula" da Silva (2003-2010)
Ao contrário do que todos esperavam o governo Lula não alterou a política econômica e manteve o país no neoliberalismo. Porém, com alguma participação e intervenção do Estado (leia Governo Federal). Por outro lado, houve avanço na produção de empregos e vagas de empregos, aumento do salário mínimo e avanços em políticas sociais. Os programas criados por Fernando Henrique Cardoso foram unificados no Bolsa Família. O governo também criou políticas como o "Luz para Todos" que levou energia elétrica para milhares de pessoas no país. Foram ampliadas as vagas para estudantes universitários pela rede privada de ensino através do ProUni, assim como foram criadas diversas universidades federais e escolas de ensino técnico pelo país. 
O governo Lula também foi marcado pelo lema "Fome Zero" que buscava reduzir de maneira radical quantidade de pessoas que passavam fome no país e deu resultado, há poucos meses a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou o Brasil do "mapa da fome" no mundo. Além disso, houve uma aposta muito grande no Etanol. Tipo de combustível renovável obtido através da cana de açúcar presente hoje em posto de abastecimento.
No cenário internacional o Brasil passou a buscar outros contatos e outros parceiros comerciais e reduziu a participação dos Estados Unidos e União Europeia nas trocas comerciais e passou a olhar também para os vizinhos, como Argentina, Chile, Venezuela, dentre outros. Além disso, houve maior contato com países africanos, como a Namíbia e estabeleceu-se maiores relações com a China, hoje nossa maior compradora de minérios (extraídos pela Vale) e aço.

2° mandato (2007-2010)
Lula conseguiu se reeleger mesmo com a revelação do caso do "mensalão" em 2005 que tratava da compra de votos de parlamentares em troca da aprovação de projetos e leis do governo no Congresso Nacional, assim como houve a suspeita no caso da emenda constitucional da reeleição. No segundo mandato o país foi atingido pela crise mundial que começou nos Estados Unidos e passou para a Europa e depois para o mundo. A saída do governo para manter algum crescimento e evitar o desemprego foi o incentivo ao consumo pela seguinte lógica. Se os consumidores para de comprar, as lojas deixam de vender e encomendar das fábricas, se as encomendas são menores, a produção é menor, se a produção é menor, as fábricas não precisam de tantos empregados e demitem. Quem não tem emprego não consume e isto agrava o consumo. Para evitar isso o governo incentivou o consumo através do crédito e isenção de impostos. Ou seja, os bancos públicos como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil emprestavam dinheiro a juros menores e o governo retirou (e ainda retira) vários impostos que recaem sobre os produtos. Menos imposto, menor preço. Deu certo e ainda surgiu o que muitos chamam de "nova classe média"
O governo criou também o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que contavam com várias obras para melhorar a infra-estrutura do país e torná-lo mais competitivo e quem ficou a cargo de coordenar as diversas obras por todo país foi Dilma Roussef.

Bom, o resto já foi debatido em sala :P

Capítulo 15 - Regime militar à redemocratização

Regime militar (1964-1985)


Estudamos o período democrático do Brasil que compreende o contexto de 1946 até 1964. Quando o Brasil sofreu um golpe civil-militar. Por muito tempo o golpe era explicado como algo feito apenas pelos militares e como se apenas eles tivessem responsabilidade por aquele fato histórico. No entanto, novos estudos tem destacado a participação da população civil (ou seja, sem ligação com as Forças Armadas) no golpe, como setores religiosos, setores da classe média e empresários. Por isso, o golpe é também civil. Aliás, muitos civis queriam o golpe. 

Castelo Branco (1964-1967)

Logo nos primeiros dias do golpe o empossado marechal Castelo Branco estabelece o AI-1. O que é AI? Os governos militares ficaram conhecidos pelos Atos Institucionais que, na verdade, são decretos presidenciais. Logo, sem consultar um Congresso. 
O AI-1 estabelecia que o novo presidente seria escolhido por votação indireta (quer dizer sem a participação da sociedade) pelo Congresso. Além disso, suspendia a imunidade parlamentar e, com isso, dava liberdade para o governo cassar mandatos de políticos contrários ao regime. Suspendia direitos políticos e a estabilidade em empregos públicos. 

AI - 1 em tópicos
- votação indireta para presidente
- suspensão da imunidade parlamentar e de direitos políticos.
- suspender a estabilidade de empregados públicos.    

É desse governo também o AI - 2 (1965). O Ato Institucional estabelecia o bipartidarismo. E o que isso quer dizer? Aqueles partidos que estudamos, como o PTB, PSD e UDN deixam de existir e são criados a ARENA e MDB. A ARENA (Aliança Renovadora Nacional) era o partido de apoio aos militares e o MDB era o partido de oposição. Porém, devemos lembrar que a ação do Congresso brasileiro foi extremamente limitada nesse período a Câmara e o Senado passaram a ter papel de apenas confirmar as decisões do governo.

O governo Castelo Branco também ficou conhecido pela tomada de uma série de medidas econômicas para tentar solucionar um dos principais problemas problemas: a alta da inflação. E que medidas foram essas?
- corte de gastos do governo: o governo deixa subsidiar certos assuntos.
- aumento dos preços e de tarifas: como energia e gasolina
- aumento de impostos
- controle dos salários: através do reajuste menor do que a inflação.

Apesar do país não ter crescido nada nesse contexto houve um certo controle da inflação. E por que essas medidas não foram tomadas antes então? No período democrático? Porque elas precisavam ser negociadas no Congresso e na sociedade civil. Na ditadura a negociação é mais difícil e há maior possibilidade de impor decisões.

É também desse governo o AI-3. As eleições de 1967 para governadores foram mantidas e de forma direta. Com isso, alguns políticos de oposição ao regime conseguiram ser eleitos, fato que gerou a reação do governo militar. O AI-3. Esse novo AI estabeleceu que as eleições passariam a ser indiretas.

Percebam que aos poucos o regime militar tornou-se cada vez mais fechado e autoritário. Tornou as eleições presidenciais e governadores indiretas e por determinado tempo teve o direito de cassar políticos e funcionários públicos.

Costa e Silva (1967-1969)
É nesse período que fortes contestações ao regime militar, principalmente no ano de 1968, ganham força. Aliás, esse ano foi marcado por grandes manifestações no Brasil e no mundo. Por exemplo, é de 1968 a passeata dos 100 mil no Rio de Janeiro. Também foi nesse período que a ditadura mostrou que viria para ficar através do AI-5. Esse ato institucional de 1968 dava poderes para o presidente de cassar mandatos, fechar o Congresso, prender sem mandatos e estabeleceu a suspensão do habeas corpus, o direito de responder processos em liberdade.

Médici (1969-1974)
O período que o general Médici esteve no comando do país é também o momento que ficou conhecido como o "milagre econômico" que começa em 1969 e se estende até 1973. E por que "milagre"? Porque o Brasil obteve um crescimento muito expressivo nesse período atingindo uma marca de expansão do PIB de mais de 10% ao ano. Foi um contexto marcado por fácil obtenção crédito (ou empréstimo) aos consumidores, uma inflação relativamente baixa e recuperação das indústrias. Deve-se destacar também que, de modo geral, a economia durante o regime militar foi extremamente marcado por um "nacionalismo econômico". E o que isto quer dizer? Que apesar do governo militar pedir alguns empréstimos para o Fundo Monetário Internacional (FMI), houve sempre uma preocupação por parte deles para priorizar as empresas nacionais. Por que? Porque grupos dentro das Forças Armadas são nacionalistas e prezam pelo desenvolvimento e valorização daquilo que é nacional. Porém, apesar desse "milagre" dar um salto significativo no crescimento econômico, não houve uma distribuição da renda produzida, fato que agravou uma realidade que já existia no país: aqueles que tinham recursos ficou mais rico e parcela significativa da população não viu melhorias na condição de vida.
Além disso, o "milagre" serviu se argumento para manter o regime militar. Lembra de uma frase minha: "Olha, agora você não escolhe os dirigentes do país, mas você pode comprar uma tv e até mesmo um carro do ano". Para muitos da classe média foi um argumento muito convincente até hoje ouvimos pessoas falando que os militares eram bons. Em parte explicamos um pensamento por causa "milagre".

Curiosidade: a construção da Ponte Rio-Niterói aconteceu entre 1969 e 1974 e o seu nome oficial é "Ponte Presidente Costa e Silva"

Geisel (1974-1979)
Nesses anos o "milagre" já havia chegado ao fim, mas o Brasil continuou crescendo. Porém, foi também o governo que se estabeleceu o compromisso de devolver o poder aos civis. Lembra da "abertura lenta, gradual e segura"? E o que isso quer dizer? Quer dizer que a volta da normalidade democrática aconteceria aos poucos, lentamente e de modo seguro. E por que assim? Porque os militares não queriam que a oposição chegasse ao poder e também porque os crimes contra os direitos humanos praticados em torturas aos opositores do regime poderiam ser julgados. Além disso, as eleições de 1974 para deputados federais e senadores deixou claro que parte da sociedade não desejava mais os militares no poder porque a oposição (o MDB) ganhou muitos votos.
Em 1979 é decretada a Lei da Anistia e o fim do AI-5. A Lei da Anistia estabelecia a perdão para todos aqueles que teriam cometidos crimes na visão dos militares e contestado o regime militar. A mesma lei estabeleceu a perdão dos militares torturadores e até hoje nenhum deles foi processado.

Figueiredo (1979-1985)
A abertura política continuou durante o governo do general João Figueiredo porque em 1980 houve a liberação da formação dos partidos. Logo, o ARENA foi extinto e foi formado o PDS, composto por diversos políticos do extinto partido. O MDB virou o PMDB, partido que existe até hoje. O PTB foi recriado (Esse partido existia desde 1945) e a partir dele surgiu o PDT. É dessa época também a criação do Partido dos Trabalhadores, o PT. Foi também no início dos anos 1980 que houve a volta das eleições para prefeitos e governadores.
Pelo lado econômico foi um período muito duro porque o país viveu o que se chamou de "estagflação", ou seja, estagnação porque não crescia e de alta dos preços (inflação). Para tentar resolver isso, o governo realizou vários cortes de gastos públicos e tentou novos empréstimos com o FMI.
Já no final do período militar, em 1984, houve a tentativa de estabelecer a eleição direta para Presidente da República, ou seja, eleito pelo povo. Foi o movimento conhecido como "Diretas Já" em apoio à emenda constituição proposta pelo deputado Dante de Oliveira. A mudança na Constituição não foi aprovada pelo Congresso e pouco tempo depois, em 1985, o próprio Congresso escolheu quem seria o representante do país. Assim, chegava ao fim a ditadura no Brasil. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Capítulo 14: Período Democrático 1946-1964 (CADERNO)

Governo Dutra
1946: formação de Assembleia Constituinte

Constituição de 1946
Estabelecimento do voto direto e secreto

formação da Câmara e do Senado

Partidos formados
PSD: Partido Social Democrático    - varguista. Burguesia 
PTB: Partido Trabalhista Brasileiro - varguista. Operário 
UDN: União Democrática Nacional - oposição
PCB: Partido Comunista Brasileiro
Economia
Voltado para a abertura econômica para o auxílio na indústria de base.
Endividamento do país
               Importação de máquinas 


Política Externa
1947: alinhamento com os Estados Unidos
Contexto internacional: Guerra Fria
PCB: O partido foi posto na ilegalidade e seus representantes eleitos pelo voto tiveram seus mandatos cassados. Isso demonstrou um posicionamento favorável aos Estados Unidos em relação ao combate ao comunismo no início da "Guerra Fria"

Governo Vargas (1951-1954)
Eleito democraticamente pelo voto

Política econômica
- Investimentos em energia, transporte, mineração e portos.
-Desenvolvimento influenciado pelo nacionalismo: grande participação do Estado brasileiro e dos empresários nacionais nas indústrias.
Exemplo: 1951: criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE)
               1953: criação de Petrobras: a empresa e o país tinam o monopólio da exploração do petróleo
               1954: criação da Eletrobras: o Estado criou uma empresa responsável por produzir energia

Processo inflacionário devido à industrialização
- Ministério do Trabalho: João Goulart - propõe o aumento de 100% do salário mínimo por causa da inflação
- Intensificação do debate econômico: investimento nacional ou externo? 
- Radicalização política: atentado da rua Toneleros contra o opositor de Vargas, Carlos Lacerda
- Suicídio de Getúlio Vargas

Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961)
Aliança entre PSB e PTB
Vice-presidente: João Goulart

- manutenção da política desenvolvimentista 
Plano de Metas ("50 anos em 5") foi o principal programa do Governo JK e o seu lema era dar 50 anos de desenvolvimento ao país em 5 anos de mandato.
Destaque para os setores de energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação

Forte avanço do setor industrial como a siderurgia, mecânica, elétrica e comunicações
Incentivo na entrada de capital (investimento) estrangeiro direcionado aos bens de consumo, com destaque para a indústria automobilística.

- Aumento da inflação devido a entrada de investimentos e da importação de máquinas
- Construção de Brasília: inaugurada em 1960 e tinha por objetivo ocupar e integrar o interior do país.

Governo Jânio Quadros (1961)
Vice-presidente: João Goulart

- Mote da campanha: "varrer a corrupção do governo"
- Política Externa independente em relação aos EUA: retomada das relações com a URSS e a condecoração de Che Chevara, um dos líderes da Revolução Cubana (1959).

Economia
Jânio Quadros tentou tomar algumas medidas para conter a alta inflacionária, como:
- congelamento dos salários
- restrição ao crédito
- renegociação da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)

Falta de apoio político: Jânio Quadros renuncia 7 meses depois de eleito.

governo João Goulart (1961-1964)

- acusado de comunista
- herdeiro político de Getúlio Vargas

- criação do Parlamentarismo para impedir a posse de João Goulart: em uma manobra política, o Congresso Nacional estabeleceu o Parlamentarismo no país. Assim, quem governa de fato é o primeiro ministro.
- marca para 1963 uma consulta popular (plebiscito) para decidir se o país retornaria ao presidencialismo ou manteria o parlamentarismo

Contexto do governo
- inflação
- concentração de renda
- reforço da concentração agrária

Reformas de Base
Tinha por objetivo manter o desenvolvimento e atender aos interesses sociais
- realização da reforma agrária
- realização da reforma urbana
- nacionalização de empresas
- controle da remessa de lucros das multinacionais

1963 - plebiscito sobre a forma de governo: vitória do presidencialismo

- devido a falta de apoio político João Goulart anuncia as reformas por decreto
- mobilização de setores conservadores, como empresários, religiosos, militares e civis contra as políticas de Goulart

1o de Abril de 1964: golpe civil-militar.
O golpe também foi civil porque contou com a apoio e participação de não-militares na deposição do presidente.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cap. 12 - A Era Vargas (1939-1945) pt. 2

Estado Novo (1937-1945)
O Estado Novo é o nome da ditadura varguista iniciada a partir da suspensão das eleições.
É nesse momento, porém, que começa, de fato, uma política de industrialização no país, principalmente a criação de uma indústria de base, por exemplo, máquinas, aço, ferro, cimento. São criadas também a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional - 1941), a Companhia Vale do Rio Doce (mineradora - 1942) e a Hidrelétrica do Vale do S. Francisco para aumentar o fornecimento de energia (1945). 
Houve também uma ampliação da política trabalhista, como a criação da Justiça do Trabalho (1939), o imposto sindical de 1940 e a Consolidação das Leis Trabalhistas (1943) com regulamentação do salário mínimo, da carteira profissional e a semana de trabalho de 48 horas. É incontestável o ganho dos trabalhadores. É importante escrever um pouco sobre o imposto sindical. Todo trabalhador de carteira assinada tem um dia do ano descontado do seu salário para o sindicato que o representa. O valor descontado era direcionado para o Governo Federal (comandado pelo Vargas) e depois repassado para os sindicatos. Nesse contexto, o imposto sindical tornou um meio de diminuir a autonomia dessas organizações que defendem os trabalhadores porque os sindicatos mais questionadores e combativos ficavam sem esse repasse. Por isso, considera-se que o imposto sindical foi um meio de controlar o movimento sindicalista. (Opa, mais uma questão!)

     Porém, nem tudo foi bom. Uma ditadura para se manter precisa convencer as pessoas e calar a oposição. Em 1939, foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) e tinha por objetivo controlar as ideias que circulavam pelo país. A imprensa, peças teatrais, filmes e o rádio passaram a conviver com a censura. Aliás, o rádio era o grande meio de comunicação da época, pois ainda não existia a TV. É importante destacar que essa censura era aplicada principalmente para os opositores do governo varguista. Foi no período Vargas que foi criado a Hora do Brasil, programa de propaganda do governo. Atualmente, existe o Voz do Brasil e trata de notícias políticas e realizações do governo.
(Questão de DIP na prova)

     A situação política mudaria novamente a partir de acontecimentos externos. Entre 1939 e 1945 o mundo mergulho novamente em um conflito, a Segunda Grande Guerra. Brasil e Alemanha mantiveram relações econômicas e políticas até 1942. Aliás, a Alemanha era o segundo parceiro econômico do país, perdendo apenas para os EUA. Porém, a relação entre Brasil e Alemanha azedaria a partir do momento que o governo Vargas prende um militante do Partido Nazista no Rio Grande do Sul e porque o Brasil passa a se alinhar aos EUA. A construção da CSN, por exemplo, foi financiada pelos americanos, em troca da instalação de bases militares no nordeste para vigiar o Atlântico.  Para agravar o relacionamento, submarinos alemães bombardeiam navios brasileiros ainda na costa nacional. A opinião pública força a entrada do Brasil na guerra contra o Eixo. Vargas cede e rompe relações com a Alemanha e declara guerra. O país enviou tropas para lutar na Itália, junto com os EUA contra as tropas alemãs.

     Porém, isso cria uma contradição logo usada pelos opositores de Vargas. A contradição é a seguinte: a ditadura varguista com características fascistas envia tropas para Europa com o objetivo de lutar com os Aliados (EUA, Inglaterra e URSS). Em 1944, houve o lançamento da candidatura de um opositor sem permissão do governo. Vargas se vê forçado a marcar as eleições e formar uma nova Assembleia Constituinte, para elaborar mais uma Constituição para o país. Nesse contexto, formam-se os partidos que disputariam as eleições: UDN (oposição), PSD (favorável a Vargas, reúne os empresários) e o PDT (favorável a Vargas, reúne o classe operária). 
A transição da ditadura para um governo democrático tinha tudo para ser feita ainda sob o governo Vargas, no entanto, o movimento "queremista" apressa a saída de Getúlio do poder. Esse movimento (queremos Getúlio) defendia a saída de Vargas somente após as eleições e depois da formação da Constituinte. A oposição considera que isso é mais uma manobra de Getúlio Vargas para se manter o poder e, então, planeja e executa a sua deposição com o Exército.

Capítulo 12 - Era Vargas (1930-1945)

Turma,
nesse post temos todo o conteúdo para a AV2
Estudem bem:
- como a crise de 1929 afetou o Brasil
- Revolução Constitucionalista de 1932 (em SP)
- Integralismo
- Plano Cohen
- características do Estado Novo
- DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) e a política cultural do Estado Novo.

Bom...

     A Era Vargas começou em 1930 e se estende até 1945, ou seja, por 15 anos Getúlio Vargas se manteve na presidência da República. Vargas chega ao poder através de um golpe de Estado apoiado por Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A derrubada do governo ocorre por motivos políticos e econômicos. Não se esqueçam que em 1929 o Brasil foi duramente atingido pela crise nos Estados Unidos e a quebra da bolsa de Nova York porque esse país era o maior comprador de café do Brasil e este produto era, praticamente, a principal fonte de recursos para o país (esse é o motivo econômico). A vitória política dos paulistas nas eleições de 1930 representavam uma manutenção da política de valorização de café e uma quebra no acordo da "política café com leite" que estabelecia a alternância de candidatos a presidentes entre MG e SP. Diante, da crise econômica do país e da vitória de outro paulista na presidência, faz com que as forças opositoras deem um golpe, isto é, tomam o poder. Este episódio ficou conhecido como Revolução de 1930.
     Por causa desse golpe são dissolvidas a Câmara e o Senado e todos os políticos eleitos perdem os seus mandatos e nos estados os governadores também perdem os postos e são nomeados no seu lugar os interventores. Esta é a primeira fase do governo Vargas e chama-se governo provisório (1930-1932). Getúlio assume o poder afirmando que em breve o país passaria por eleições e a formação de uma nova constituição. Porém, isso só ocorre a partir da Revolução Constitucionalista de 1932. (Teremos uma questão sobre isso)
     A Revolução Constitucionalista de 32 aconteceu em São Paulo e foi marcado por enfrentamentos entre as tropas de SP e do RJ, então Distrito Federal. São Paulo exigia que Vargas convocasse uma Assembleia Constituinte para elaborar uma Constituição para o Brasil e nomear um interventor paulista para o estado. Um dos motivos para SP se revoltar é o fato de ter se ver como um coadjuvante no cenário político do país porque ao longo de toda a Primeira República (1889-1930) São Paulo esteve na direção do país. Com a chegada de Vargas, o estado é posto de lado. O movimento revolucionário é derrotado, mas Vargas percebe que precisará atender alguns interesses dos paulistas. Por isso, ele nomeia um interventor paulista para o estado e convoca novas eleições e a Assembleia Constituinte. Temos, então, o início do governo constitucional

Governo Constitucional (1934-1937)
     As votações foram realizadas dentro do próprio Parlamento (sem consultar o povo) e Getúlio Vargas foi eleito presidente do país. A Constituição previa novas eleições em 1938, esta sim, através do voto.
Nesse período são estabelecidos alguns ganhos trabalhistas, como o salário mínimo, a regulamentação do trabalho das mulheres e menores de idade, o descanso semanal, as férias remuneradas e a indenização para pessoas que são demitidas sem justa causa.

E como foi marcado esse período político?
     É nesse contexto que se formam a AIB (Ação Integralista Brasileira) e a ANL (Aliança Nacional Libertadora). A AIB era uma organização influenciada pelos ideias do fascismo e marcada pelo anticomunismo. Além disso, eram contrários a diversidade partidária e a representação política. A principal figura dessa organização era Plínio Salgado. (Temos outra questão sobre Integralismo na AV2). Em oposição a AIB temos a ANL. Ela abrigava os tenentistas e os comunistas e tinham como bandeiras a oposição ao fascismo, a reforma agrária, a luta de classes e a emancipação econômica do país (emancipação = não depender de outros para se desenvolver). Carlos Lacerda e Luís Carlos Prestes eram nomes que integravam a ANL e faziam forte oposição ao governo Vargas. Tanto é que em um ato político organizado pela ANL é pedido a derrubada do governo. Por isso, o governo decide por a Aliança Nacional Libertadora na ilegalidade, em 1935.
Também nesse ano ocorre a Intentona Comunista. Em outras palavras, os comunistas tentam dar um golpe no governo e chegar ao poder. Porém, o movimento não foi sincronizado, havendo levantes comunistas em diferentes momentos, fato que enfraqueceu a tentativa de golpe. Nessa tentativa de chegar ao poder desse modo, Luís Carlos Prestes foi preso.
     É nesse contexto de intensa radicalização política entre fascismo e comunismo que possibilita uma reviravolta política. Como mencionado acima, em 1938 estava previsto a realizações de novas eleições e nenhuma das candidaturas lançadas na virada de 1936/37 garantiam a manutenção dos grupos que estavam no poder. Ao mesmo tempo, foi descoberto um suposto plano comunista para chegar ao poder novamente por um golpe. Na verdade, este texto, que ficou conhecido como Plano Cohen, seria publicado apenas no jornal integralista para relatar como seria um levante comunista, porém, esse texto foi convertido em algo verdadeiro pelo governo. O Plano Cohen virou uma justificativa para Vargas suspender as eleições e dissolver novamente o Congresso (Câmara e Senado).
(Há uma questão sobre Plano Cohen na prova)

Tem início, então....

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Guerra Fria (1947-1991)

Turma,
a matéria da nossa AVI são os seguintes:
Capítulo 9: Segunda Guerra Mundial
Capítulo 10: Guerra Fria

     Ao fim da Segunda Grande Guerra, em 1945, o mundo convive com duas superpotências, de um lado os Estados Unidos, do outro, a União Soviética (URSS). E o que exatamente o termo "guerra fria"? Bem, houve uma aliança entre EUA, Inglaterra e URSS para derrotar a Alemanha nazista. Vencida a guerra e o inimigo comum destruído, o então presidente dos Estados Unidos, Harry Truman decide pelo fim da cooperação com a URSS. Isso ficou conhecido como "Doutrina Truman" e marca o início da "guerra fria". Esse momento da História é assim chamada porque a possibilidade de conflito entre EUA e URSS era real, mas as chances de se tornar um conflito direto entre ambos eram pequenas porque isso causaria a destruição total de ambos e do mundo. Por isso, a "guerra fria" é muito mais um conflito de ideias entre capitalismo (EUA) e socialismo (URSS).
     A "guerra fria" foi um episódio da História da humanidade que gerou consequências em praticamente globais, isso quer dizer que, de algum modo, todos os países sofreram algum tipo de influência desse "conflito". Um dos efeitos mais estudados é a divisão da Alemanha porque o país foi dividido entre os Aliados que lutaram contra os alemães, ou seja, EUA, Inglaterra, França e URSS. Em 1949, ficou estabelecido que a Alemanha seria dividida em duas partes, de um lado a Alemanha Ocidental denominada de República Federal Alemã, região do território libertada pelos aliados, por isso, esse lado manteve-se capitalista. Do outro lado, a Alemanha Oriental chamada de República Democrática Alemã, como essa parte do território foi libertada pelos soviéticos, esse lado entrou na zona de influência da URSS, tornando-se socialista.
Anos depois, em 1961, foi construído o muro de Berlim. O muro dividia a cidade em duas partes, assim como a Alemanha, o lado ocidental capitalista e o lado oriental socialista.

Que outras consequências temos da "guerra fria"?
Do lado capitalista, temos o Plano Marshall (1947). Tratava-se de uma ajuda econômica dos Estados Unidos para a recuperação dos países europeus no pós-guerra. O objetivo dos EUA era impedir qualquer avanço maior dos soviéticos (afinal, os soviéticos dominaram todo o Leste Europeu na luta contra a Alemanha) e esse socorro tinha o objetivo de manter os países europeus em sua zona de influência.
Temos também o pacto militar formado entre EUA, Canadá e alguns países europeus, a OTAN (1949) Organização do Tratado do Atlântico Norte para a defesa mútua. Na América, temos a Organização dos Estados Americanos (OEA) de 1948 para reunir os países da América e criar uma cooperação entre eles.
Ainda pelo lado econômico temos o Mercado Comum Europeu, (MCE) de 1957. Trata-se uma organização econômica para reunir alguns países da Europa e integrar as suas economias. Esse órgão foi deu origem ao que hoje conhecemos como União Europeia.

Do lado soviéticos, temos o Pacto de Varsóvia (1955), um pacto militar e é o equivalente da OTAN e o Conselho de Assistência Mútua, (COMECON) de 1949, e é um equivalente do MCE, mas para os países sobre influência soviética.

Revolução Chinesa (1949)
A partir da invasão japonesa no contexto da Segunda Grande Guerra houve maior espaço para o desenvolvimento do movimento comunista e quando o conflito terminou nacionalistas e comunistas se enfrentaram pelo controle do governo. Em 1949, a capital da China, Pequim, (Beijing) foi ocupada pelos comunistas, derrotando os nacionalistas. Apesar de não ter incentivado, a URSS declarou apoio ao novo regime comunista.
Revolução Cultural (1966): trata-se do fechamento da China para influências estrangeiras. O país se abriria para o mundo novamente apenas nos anos 1980, com a morte de Mao-Tse Tung, o líder do partido comunista chinês que governava a China.

Guerra da Coreia (1950-1953)
Foi um dos episódios mais tensos da guerra fria. Assim como ocorrera na Alemanha, a Coreia foi libertada pelos Estados Unidos e URSS do domínio japonês. O sul ficou sobre controle dos EUA e o norte da URSS. Os comunistas do norte, influenciados pela China comunista, invadiram o sul com o objetivo de expandir o comunismo. Os Estados Unidos reagiram militarmente e empurraram as tropas comunistas para o norte novamente. Pelo armistício assinada pelos países, ficou estabelecida a divisão do país entre Coreia do Norte (comunista) e Coreia do Sul (capitalista). Até hoje os países encontraram-se em estado de guerra e o país do norte é um dos mais fechados do mundo, com forte controle de informação sobre o que acontece no país.  
Lembrem-se da definição de "guerra fria", há sempre a possibilidades de conflitos indiretos entre EUA e URSS. No caso da Coreia, houve uma guerra entre EUA e a China, com discreto apoio da URSS, mas não foi um conflito entre EUA e URSS.

Ainda nesses primeiros anos, os EUA realizou uma forte perseguição aos comunistas no país, o que ficou como macartismo ou "caça às bruxas". Isso foi criado pelo senador americano Joseph McCarthy. O político era um forte opositor no país e deu início a essa paranoia de investigar as pessoas suspeitas de envolvimento com o comunismo. A vida de muitas pessoas foram devassadas apenas pela suspeita de defenderem o comunismo, muitas delas chegaram a perder o emprego.

Após esses primeiros anos, a "guerra fria" entrou na era da "coexistência pacífica". Isso quer dizer que EUA e URSS viram a possibilidade de ambos existirem ao mesmo tempo e, inclusive, tem início uma política de aproximação entre ambos, demonstrada pela visita mútua de ambos os chefes de Estado em cada país, como a visita de Nikita Kruschev, líder soviético aos EUA, quando este era governado por Kennedy e, depois, em 1972, pela visita do presidente dos EUA, Richard Nixon, à URSS. Enfim, é um relaxamento nas tensões entre URSS e EUA.

Revolução Cubana (1959)
A ilha de Cuba, até então histórica zona de influência dos Estados Unidos torna-se socialista. O governo de Cuba era uma ditadura (capitalista) e várias empresas norte-americanas controlavam a economia cubana. Os EUA não viram com bons olhos a passagem para o socialismo de um território tão próximo de seu país. Além disso, em 1949 a China se tornara comunista e em 1953 a Coreia foi divida. Para os americanos, isso era prova do avanço soviético. Por isso, os estadunidenses tentaram impedir a revolução enviando tropas para invadir a ilha. Porém, o exército dos EUA não tinha boas condições para lutar uma guerra de guerrilha. Esse tipo de conflito não favorece exércitos bem equipados porque os residentes combatentes têm a vantagem de conhecer o terreno onde estão lutando e porque as forças de guerrilha estão extremamente móveis, elas podem se mover de um lugar para outro de modo rápido e sem ser percebida. Por isso, os Estados Unidos não tiveram sucesso nessa investida militar.
Em 1962 Cuba esteve no centro de um dos momentos mais tensos da Guerra Fria. Os EUA descobriram um plano de instalação de mísseis da URSS na ilha e isto provocou uma forte reação americana, exigindo que esses mísseis não fossem instalados. Na verdade, a URSS tentavam responder a instalação de mísseis americanos em alguns países europeus. Este episódio ficou conhecido como a "crise dos mísseis".
Guerra Fria na América Latina
Entre os anos 1960 e 1970 diversas ditaduras foram implantadas nos países da América Latina. Países como Brasil, Argentina, Uruguai e Chile viveram momentos que os regimes democráticos foram derrotados. Muitas delas tiveram apoio direto dos Estados Unidos através de apoio com recursos e armamentos. Os EUA queriam evitar que outros países seguissem o mesmo caminho que Cuba. Na verdade, pelo menos no Brasil, havia um amplo debate sobre reformas fundamentais que precisavam ser feitas (e não foram feitas até hoje!) como a reforma agrária e política e reivindicação por melhorias sociais. Porém, discutir tais ideias no contexto da Guerra Fria era o mesmo que ser taxado de socialista.
Para manter esses países americanos sobre influência os EUA desenvolveram o programa "Aliança para o progresso" que consistia em dar apoio em dinheiro para esses países. O Brasil recebeu recursos desse programa.
Estudaremos melhor esse contexto no Brasil daqui há algumas semanas.

domingo, 24 de agosto de 2014

Segunda Grande Guerra (1939-1945)

Turma, essa
Essa é a primeira parte da matéria da AVI.

     A II Guerra é uma continuação da antecedente. Isso porque a Primeira Grande Guerra reforçou questões mal resolvidas entre os países, principalmente entre a França e a Alemanha. Lembrem-se que o Tratado de Versalhes de 1918, que pôs fim ao primeiro conflito mundial considerou a Alemanha culpada pela guerra e estabeleceu uma série de punição aos alemães, incluindo, pagar indenizações ao ganhadores, a França e a Grã-Bretanha (Inglaterra).
      Não podemos esquecer também que a Alemanha, desde 1933, era comandada pelo regime Nazista. O nazismo e, podemos ressaltar, dentre outras características, o seu aspecto bélico e expansionista; quer dizer, seu espírito de guerra e de ocupar outras regiões. A Alemanha nazista e a Itália fascista ocuparam outras regiões que não faziam parte do seu território, mas a expansão alemã que deu início ao segundo conflito mundial. Em 1938, A Alemanha de Hitler avança sobre Áustria e anexa o país sem disparar um tiro. No mesmo ano, os alemães avançam sobre os Sudetos, na Tchecoslováquia. 
      Porém, nessa anexação, há reação da Inglaterra e da França. Esses dois países e a Alemanha se reúnem em Munique na tentativa de frear o avanço alemão. Inglaterra e França entregaram a Tchecoslováquia à Hitler e exigiram que a Alemanha não fizesse mais avanços. Essa concessão dos ficou conhecida como "Política de Apaziguamento". Uma tentativa de não entrar em guerra com a Alemanha porque a Primeira Grande Guerra (1914-1918) ainda estava viva na memória dos europeus atingidos e também porque o conflito atingiu números até inéditos em termos de mortalidade, custos e destruição. Além disso, a Inglaterra não tinha muitos recursos para enfrentar a Alemanha por causa da Primeira Guerra e também por causa da crise de 1929.
     A Alemanha, por outro lado, conseguiu em 1939 um tratado com a União Soviética (URSS) - comandada por Stalin - de não agressão. Algo vantajoso para ambos os lados, embora provavelmente não durasse por muito tempo. Com esse tratado a Alemanha eliminava a possibilidade de enfrentar a União Soviética e ter que dividir as suas forças. Por sua vez, Stalin evitava um entrar em conflito sozinho contra a Alemanha.
     Em setembro de 1939 as tropas alemães invadem a Polônia e, com isso, quebram o acordo da Conferência de Munique e, por isso, Inglaterra e França se veem obrigados a declarar a guerra. Em pouco tempo fica evidente a superioridade da máquina de guerra alemã e sua força através da tática do blizkrieg (=guerra relâmpago) com o objetivo de realizar ataques rápidos para reduzir as baixas e reduzir a possibilidade de reação inimiga. Em 1940, a Alemanha já havia dominado vários países da Europa, incluindo a França. Por isso, o país foi dividido em dois. O Norte estava ocupado pelas tropas nazistas e o Sul formou um governo de colaboração com os alemães, a Repúblic de Vichy. Ao mesmo tempo surge o movimento de resistência francesa, liderado pelo general Charles de Gaulle. 
     Após a França, faltava a Inglaterra. Porém, o país é uma ilha. Por causa disso, Hitler optou por bombardear fortemente o país, principalmente Londres, para forçar uma rendição. Mas os ingleses resistiram e a Real Força Área (RAF, em inglês) teve papel muito importante nessa resistência. 
     Enquanto isso, do outro lado do mundo, os Estados Unidos são empurrados para a II Grande Guerra por causa do ataque surpresa japonês a base naval americana de Pearl Harbor, no Hawaii (1941). O Japão já havia dominado a China e parte do Sudeste Asiático e avançava sobre área de influência dos EUA. Após essa ataque os japoneses declaram guerra aos EUA. Este fato marca a entrada dos norte-americanos no conflito.

    Por outro lado, na Europa, o conflito ganhava outra frente de batalha porque a Alemanha decide quebrar o pacto de não-agressão estabelecido com a URSS e a invade. Porém, o rigoroso inverno russo e a tática de "terra arrasada" dificultam a ação das tropas alemãs e na virada de 1942-1943 os soviéticos impõem a primeira derrota à Alemanha. A partir desse momento, Stalin, o chefe da URSS, determina o avanço do exército soviético até a capital da Alemanha, Berlim. 
    Do lado Ocidental é firmada a aliança entre os Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética (URSS) para combater a Alemanha e enquanto isso, nos campos de batalha, a Itália decide se retirar da guerra.
Em 1944, o ocorre o "Dia D" (Dia da Decisão). Trata-se de uma das maiores operações de guerra já realizadas e foi o dia que marcou o desembarque das tropas aliadas na Normandia, no Norte da França. A partir desse momento, a desgastada máquina de guerra da Alemanha lutava em duas frentes no conflito. De um lado contra americanos e ingleses e, do outro, contra os soviéticos. Por causa do avanço dos aliados e do imenso desgaste a Alemanha, em 1945, Berlim cai sobre domínio das tropas Aliadas e poucos dias depois a Alemanha declara a sua rendição.
No entanto, a guerra continuava no Oriente porque o também desgastado Japão ainda não havia se rendido e não dava sinais de que faria isso. Por isso, o Projeto Manhattan foi testado em Hiroshima. Esse projeto desenvolveu secretamente a bomba atômica. Para os Estados Unidos, usar a bomba contra as cidades japoneses foi o meio encontrado (por eles) para obrigar a rendição do país e evitar um grande número de baixas nas tropas estadunidenses e dar um fim, de fato, para a Segunda Grande Guerra. É certo que Hiroshima e Nagasaki eram importantes cidades no abastecimento militar, porém, ali também habitavam milhares de civis japoneses. Porém, isso não foi levado em consideração pelos EUA e as maiores bombas que o mundo já vira foram lançadas sobre as cidades, destruindo-as.

Usar a bomba atômica nesse momento era um recado dos EUA e URSS no sentido de demonstrar poder de guerra para os soviéticos. Curiosamente, pouco tempo depois, aliança estabelecida entre os dois para combater o inimigo comum, a Alemanha, é desfeita, e ambos protagonizam o que chamamos de Guerra Fria.



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Recuperação

Turma,
trabalharemos essas questões amanhã. Quem quiser adiantar e tentar fazer algo ou pelo menos copiar.

1) A Primeira República (1889-1930) é dividida em "República das Espadas" e "República Oligárquica". Diferencie os grupos políticos que estavam a frente do governo.

2) Sobre a "República das Espadas", responda:

a) caracterize o governo de Marechal Deodoro

b) Por que Floriano Peixoto ficou conhecido como "Marechal de Ferro"?

3) O período da República Oligárquica possui vários movimentos de contestação ao governo. Mencione um deles e apresente suas motivações.

4) Caracterize o nazi-fascismo.

5) Por que a crise de 1929 atingiu todo o mundo?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicas para a AV2

Turma
conteúdo da AV2: Cap. 7 e 8 - Revolução Russa e Crise do liberalismo...

Quero passar algumas dicas para a prova. O objetivo é agilizar o estudo e não perder tempo.
Atenção na hora de fazer a prova. Façam com calma e leiam com atenção para não errar bobagem.

Revolução Russa
Olhem a matéria toda com atenção especial para alguns pontos.
Estudem a divisão bolchevique e menchevique e como cada um acreditava que conseguiria chegar ao poder. Atenção para criação dos soviets e também para a NEP (Nova Política Econômica). 

Crise do Liberalismo
De novo: olhem a matéria toda, mas foco em alguns pontos.

Quebra de Bolsa de Nova York e o New Deal. (o que quer dizer cada um desses assuntos e quais as suas consequências, principalmente da crise econômica - sem esquecer, claro, o New Deal)
Estudem bem também as características dos Estados Totalitários. Listei para vocês no blog e no caderno, como o corporativismo, nacionalismo, censura, propaganda de convencimento, anti-semitismo, anti-democrático, anti-socialista, dentre os demais aspectos listados.

É isso. 
Não está difícil.

Capítulo 8 - Crise do liberalismo e a ascensão do nazifascimo

Turma,
na AV2 teremos dois capítulos.
Cap. 7: "Revolução Russa"
Cap. 8: "Crise do liberalismo e a ascensão do nazifascimo"

Esse cap. 8 é muito extenso, tentarei resumir o máximo para o texto não ficar gigante

Um dos fatores que explicam o surgimento de governos nazifascistas é justamente a crise econômica de 1929, nos Estados Unidos. De qual contexto estamos falando? Logo após a I Guerra Mundial (1914-1918), os EUA saíram ilesos do conflito porque a devastação bélica ocorreu mesmo na Europa. Por isso, os campos e a indústrias europeias estavam praticamente destruídas e os Estados Unidos tornaram-se a primeira economia mundial e passariam a bancar a reconstrução europeia, principalmente da Alemanha.
E o que a crise de 1929 tem a ver com isso tudo?

Bem, nos Estados Unidos tornaram-se cada vez mais comuns o modelo de produção fordista, marcado pelas esteiras de produção, criado por Henry Ford (dono da montadora de veículos Ford). Através desse método agilizava-se e era reduzido os custos de produção, fato que gerava mais lucros e reduzia o número de empregados e mantinha-se os salários estáveis.

Fato é que esse modelo gerou uma crise econômica de superprodução e subconsumo, quadro que já vinha se desenhando desde 1925 e explodiria em 1929. A crise econômica começa a dar sinais com a queda de consumo causada pelo aumento do desemprego e manutenção dos salários em função do modelo fordista de produção. Como as fábricas precisavam de menos funcionários para produzir, aumentavam o número de desempregados, mas no início aumentava-se os lucros. Porém, isso gera um ciclo viciosos, porque quanto menor o número de empregados, menor será o consumo, fato que reduz os lucros. Mas empresários não aceitam prejuízo, por isso, dispensam mais funcionários e reforçam a quantidade de desempregados e não consumidores.  (Vê o ciclo vicioso?)

A grande questão é que já naquela época a economia mundial era interligada e uma crise na principal economia do mundo certamente afetaria outros países. As empresas perderam o seu valor mas a bolsa de Nova York continuava a vender ações a preços cada vez mais irreais. Tentou-se solucionar a crise a partir de empréstimos de venda à prazo (parcelamento) e da concessão de crédito. Apenas paliativos, porque a crise se generalizou a partir do momento que a bolsa de NY quebrou, fato que levou ao corte de ajuda econômica no exterior, aumentou o desemprego e paralisou as fábricas.

New Deal (1933)
Entre 1929 e 1933 os Estados Unidos e o mundo sofreram com a crise que só começaria a ser solucionada através de um novo jeito de organizar a economia; com uma nova política econômica; com um novo acordo (tradução para New Deal) posto em prática pelo então presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt.
Nesse novo acordo estava prevista a intervenção do Estado na economia. Como assim? O governo americano restringiu o acesso ao dinheiro (ou seja, ao crédito) e conteve de despesas. Além disso, o governo também inteveio na agricultura e nas indústrias, pois pagava aos proprietários rurais para não produzirem e, nas fábricas promoveu o aumento de salários através da criação do salário mínimo e de outras garantias trabalhistas, como o seguro desemprego e a previdência pública. 
O objetivo era reduzir a produção e ajustar o consumo.


Entretanto, na Europa, essa crise americana gerou graves consequências, como o surgimento de movimentos totalitários (= governos de extrema direita; radicais).

Esses governos são geralmente representados pela classe média e alta das sociedades, ou seja, muitos deles burgueses e empresários. É muito comum encontrar neles uma reação aos movimentos de esquerda socialista ou anarquista (lembrem-se que a Rússia passou por um revolução socialista e a ideia era dar fim ao capitalismo naquele país e expandir a revolução para outros países.) Por isso, as perseguições os operários, intelectuais de esquerda e sindicatos era muito marcante nesses governos (por isso anti-comunistas). 
Outra característica marcante desses governos é o corporativismo. Para Hitler, na Alemanha, e Mussolini, na Itália, o país (e a população) deveria funcionar perfeitamente como um corpo e todos deveriam trabalhar para o desenvolvimento e engrandecimento da nação e não se envolver nas lutas de classes marxistas porque isso não auxiliava o desenvolvimento e é isso que explica a extinção dos sindicatos que representam os trabalhadores. Os sindicatos e a luta de classe não representam os interesses do país todo, mais de alguns, por isso eles deveriam ser extintos porque o que deveria prevalecer eram os interesses do nação. (esse pensamento reforça o anti-comunismo e demonstra o que quer dizer nacionalismo.)
Esses governos também são marcados pela extinção de todos os partidos políticos e adoção do partido único, por exemplo, o Partido Nazista, na Alemanha (por isso, anti-democráticos e ditatoriais). Para tomar tais atitudes, Hitler e Mussolini sempre apelaram para a propaganda nacionalista e a censura na imprensa para convencer as pessoas de que as medidas tomadas eram as mais corretas.

Características dos Estados Totalitários.
- anti-democráticos
- anti-comunistas
- ditatorial
- nacionalistas
- militaristas
- expansionistas

Itália (fascismo)

1921: criação Partido Nacional Fascista
1922: Marcha sobre Roma. Milhares de pessoas foram às ruas em Roma e demonstraram apoio popular o movimento liderado por Mussolini. É esse episódio que marca a chegada do ditador italiano ao poder político. 
1927: criação da Carta de Trabalho = garantia trabalhista.
1936: acordo Italo-Alemão = previa a troca de informações tecnológicas, militares e diplomáticas.

Alemanha (Nazismo)
A Alemanha é o caso mais complexo e famoso de regimes totalitários. 
Vale lembrar duas pontos.
1) a Alemanha foi considerada culpada pela guerra. Fato que gerou um ressentimento muito grandes nos alemães.
2) A recuperação econômica da Alemanha no pós-guerra dependia dos recursos dos Estados Unidos.

Tudo começa ainda em 1919 a partir da organização de movimentos da esquerda com o objetivo de realizar a revolução socialista na Alemanha. No mesmo ano, é fundado por Hitler o Partido Nazista.

Putsch de Munique: tentativa do partido nazista de tomar o poder através de um golpe político, como o golpe foi mal sucedido a liderança, Adolf Hitler, foi presa. Enquanto esteve preso, Hitler escreveu uma auto-biografia intitulada Mein Kumpf (Minha Luta) e já demonstrava na obra a defesa da superioridade da raça pura alemã (o arianismo), assim como defendia um "espaço vital" alemão e o anti-semitismo (contrários aos judeus).
Apesar do Partido Nazista perder força com a recuperação econômica ele não ficou completamente adormecido, fato comprovado pela organização da SA, criada para perseguir a esquerda e judeus.
No entanto, tudo muda a partir da quebra da bolsa de Nova York e a consequente crise americana.
Lembra que a recuperação da economia alemã dependia dos EUA? 
Em 1930 os Estados Unidos cortam a ajuda econômica para a Alemanha. Porém, as indústrias e os bancos alemãs dependiam desses recursos para se sustentarem e quando houve o corte da ajuda americana a Alemanha mergulhou em uma grave crise, o que levou uma radicalização da esquerda e da direita. A esquerda via no capitalismo a origem de todos os males, por outro lado, a direita era contra as ideias socialistas e extremamente nacionalista.
No ano de 1932 são realizadas eleições na Alemanha e o país estava dividido porque Hitler recebeu 49% dos votos e Hidenburg 51%. Ainda assim, o alemães votaram pela democracia. Porém, diante de sua força política e apoio popular, Hitlter é convidado a participar do governo em 1933. Quem governaria, de fato, seria ele.
Medidas do governo nazista para superar a crise econômica
- realização de obras públicas e de infra-estrutura porque isso gerava muitas vagas de emprego
- investimento pesado em indústria bélica (lembra que os governo totalitários são militaristas) porque esse setor produtivo também gerava muitos empregos.
- fixou os salários para manter o consumo
- rompimento do tratado de Versalhes quando interrompeu o pagamento de indenizações para a França e voltou a montar um exército (o que era proibido pelo Tratado).

Criação da Gestapo e da SS: polícia secreta e tropa de proteção.


É só isso tudo!

domingo, 22 de junho de 2014

Exercícios - Revolução Russa

Turma,
façam esses exercícios para contar como trabalho bimestral. Lembrem-se que olharei o caderno de vocês novamente, muitos estavam incompletos. Eles valem ponto e completam a nota desse trabalho.
Esse trabalho deve ser entregue na 3a feira ou na 6a. Não poderei dar nota nenhuma para quem não entregar em nenhum desses dias. Em outras palavras: ficará com zero.
Entreguem em folha separada e quem quiser pode imprimir as questões e depois escrever as respostas.
Respostas iguais em trabalhos diferentes serão anuladas.
Cópias do blog também não serão aceitas e descontarei ponto.
Respondam com cuidado e com calma. A ideia aqui é treinar a escrita.
Não aceitarei folha de caderno!

Exercícios

1) Quais os fatores contribuíram para a eclosão da Revolução Russa?


2) Diferencia os mencheviques dos bolcheviques.


3) Como a Primeira Guerra Mundial influenciou no processo revolucionário?


4) Como os bolcheviques acreditavam que chegariam ao poder?


5) O que foi a NEP?


6) Diferencie as ideias de Stalin e Trotsky.

Capítulo 7 - Revolução Russa

Crise do Império Russo
A Rússia, em pleno século XX, ainda era dirigida por uma monarquia absolutista. A sua economia era extramente agrária, as fábricas eram poucas, assim como o operariado, a sua burguesia muito pequena e havia forte repressão ao socialismo. 

1898: é fundado em clandestinidade o Partido Social-Democrata. Um partido socialista dividido em mencheviques, minoria formados por burgueses e bolcheviques. Os bolcheviques eram maioria e liderados por Lênin.

Pré-Revolução (1905)
Desencadeada após a guerra russo-japonesa motivado por questões territoriais. Por causa desse conflito a economia russa entra em crise por causa dos aumentos dos custos e pelo aumento dos impostos, cobrados na tentativa do governo de aumentar seus rendimentos.

Domingo Sangrento
Foi uma manifestação popular reivindicando melhorias e a criação de uma Assembleia Constituinte para criar uma Constituição e limitar os poderes do czar. A manifestação foi duramente reprimida e vários manifestantes foram mortos. Por causa disso dessa violência por parte do governo a Rússia mergulha em uma onde de protestos e greves. Além disso são criados os soviets, conselhos que reuniam operários, camponeses e operários e dariam a base da Revolução Russa.
Na tentativa de controlar a situação o czar Nicolau II decidiu aceitar a reivindicação da população criar a Assembleia Constituinte (DUMA), e com isso, tornar a Rússia uma monarquia constitucional. No entanto, o czar queria apenas ganhar tempo para tomar novas medidas repressoras e provoca o esvaziamento da DUMA e reprime os opositores.

Revolução de 1917
Passamos de 1905 para 1917. O que levou a Rússia a entrar em um processo revolucionário?
Isso é explicado pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Porém, a Rússia não tinha condição nenhuma de participar de um conflito de tamanha proporção. O exército russo era extramente mal preparado e mal armado. Na Rússia, os problemas de 1905 retornaram como a falta de alimentos e aumento dos preços. Lembrem-se que a economia russa era extremamente rural e dependentes de trabalhadores do campo, se falta mão de obra no campo, faltará alimento, quando há escassez, maiores são os preços. Por isso, os questionamentos da manutenção da Rússia na guerra passam a ser cada vez maiores.

Revolução de Fevereiro de 1917
Por causa do contexto apresentado acima de alta dos preços e escassez ocorre a primeira etapa da Revolução Russa. Com uma revolta popular e dos soldados que permaneceram na Rússia, o czar é obrigado a renunciar. 

Medidas do novo governo
- criação do governo provisório (CADETE) com a presença dos mencheviques. São representantes da burguesia.
- liberdade de imprensa e associação (liberdade de criação de sindicatos).
- anistia política para os perseguidos durante o governo czar.
- estabelecimento da jornada de 8 horas.

Apesar dessas medidas faltou retirar a Rússia da guerra. Por isso, o governo provisório perde rapidamente apoio político da sociedade. Isso abre espaço para a mobilização bolchevique liderados por Lênin, retornado do exílio após a anistia concedida pelo governo provisório e elaborou o seguinte lema para a Rússia: "Paz, pão e terra". Paz representava retirar o país da guerra, pão quer dizer dar condições de alimentação para a população e terra quer dizer fazer a reforma agrária. Além disso, Lênin defendia "todo o poder aos soviets"

Revolução de Outubro de 1917
Em outubro de 17 os bolcheviques tomam o poder com apoio popular e a primeira medida bolchevique é retirar a Rússia da guerra contra a Alemanha através do Tratado de Brest-Litovsky. Ao atender o desejo da sociedade russa cresce ainda mais o apoio popular ao governo bolchevique, o que confere maior liberdade de ação.
Agora podemos afirmar que os operários chegaram ao poder e através da luta revolucionária. Acreditava-se e, isso tornou-se verdade com o tempo, que os operários jamais chegariam o poder através das eleições democrática e sim, somente pela revolução.

Medidas dos bolcheviques - são medidas de caráter socialista
- realização da reforma agrária = maior acesso à terra para mais pessoas.
- nacionalização dos bancos = os bancos deixam de ser privados e passam para o controle do governo russo.
- estatização das empresas = as empresas deixam de ser privadas e serão controladas pelo governo. (mesmo que anterior)
- fábricas geradas pelos operários.

Guerra Civil (1918-1921)
A Guerra Civil tem início por causa dessas medidas dos bolcheviques e foi travada entre o Exército Branco, formada por nobres, burgueses e religiosos da Igreja Ortodoxa e o Exército Vermelho, composto pelo bolcheviques. Esse conflito trouxe novo desgaste econômico para a Rússia e obrigou o Partido Bolchevique a recuperar o país da guerra.

NEP (Nova Política Econômica)
A NEP foi a solução posta em prática pelo Partido Bolchevique para resolver os problemas da guerra civil e da primeira guerra mundial. A NEP é o retorno ao capitalismo porque a iniciativa privada foi permitida novamente, assim como a liberdade de preços e liberdade de lucro (ou seja, retorno à economia de mercado). Nesse período são fortes os investimentos na indústria de base, como a siderurgia.

1923: criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)

com a morte de Lênin se acirra a disputa pela sucessão dentro do Partido Comunista. De um lado, Trostky que defendia a internacionalização da Revolução Russa, quer dizer, fazer a revolução em outros países. De outro Stalin, defendor da ideia que a revolução deveria ser consolidada na Rússia primeiro e depois levá-la para outros países. Stalin é escolhido pelo partido para comandar a Rússia.

Planos Quinquenais
Planos criados para durar 5 anos, por isso quinquenais. O objetivo era substituir a NEP e priorizar investimentos no campo e, principalmente, na indústria. Aliás, os primeiros planos deram atenção especial para as indústrias de base e bélica.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capítulo 6: "Conflitos sociais na Primeira República" (continuação)

Movimento Modernista (1922)

O Modernismo foi um movimento de intelectuais e artistas iniciado na Semana de Arte Moderna, em São Paulo, no ano de 1922. O objetivo deles era se opor ao discurso vigentes de valorização dos traços culturais europeus, ou seja, pregavam o enaltecimento do que era nacional e da mistura cultural brasileira. Porém, outros intelectuais e muito antes de 1922 já escreviam que o segredo do Brasil era justamente a sua miscigenação. Contudo, apenas os modernistas ficaram conhecidos por defender tal discurso, nomes como Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.

Tenentismo (1922)

O Tenentismo foi um movimento surgido dentro do Exército e como nome já diz era formado por tenentes (embora houvesse também a presença de alguns capitães). Eles eram a favor de uma moralização da política, com a realização de eleições limpas e sem votos de cabrestos ou da política do café com leite. Por outro lado, eram a favor de um governo mais centralizado (ao contrário da Constituição que previa o federalismo = maior liberdade de decisão para os Estados) e não eram favoráveis ao voto universal e às eleições diretas. Eles possuíam também motivações internas que surgiam dentro do Exército e nada tinham a ver com a realidade social ou política do país. Além disso, não necessariamente pertenciam à classe média, pois suas famílias vinham ou de uma oligarquia mais empobrecida ou de famílias de militares de longa data.

Foi no contexto do Tenentismo que surgiu a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes. A coluna, formada por várias integrantes do movimento tenentista percorreu várias regiões do interior do país com o objetivo de mobilizar a população do interior para contestar o regime. Muitas vezes a coluna era recebida a tiros pelos jagunços do coronéis. Prestes será um personagem importante na história do Brasil nos próximos episódios.

Revolução de 1930
A revolução foi uma cisão (ruptura) entre as oligarquias. Uma crise no acordo do "café com leite". A presidência do país era ocupada pelo paulista Washington Luís que deveria apoiar a candidatura mineira de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Porém, o paulista indica para a presidência Júlio Prestes, outro paulista, quebrando assim o acordo do "café com leite". Surge aí uma disputa entre o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro). Minas era buscar a aliança do Rio Grande do Sul, formando assim a Aliança Liberal. É composta a chapa Getúlio Vargas (RS) para presidência e João Pessoa (PA) para vice. 
Dentro desse contexto está a crise de 1929 = A quebra da bolsa de valores Nova York e da economia dos Estados Unidos gerando uma crise econômica mundial. O Brasil sentiu a crise através do café porque o principal consumidor do café brasileiro eram os Estados Unidos. Houve forte pressão dos cafeicultores paulistas para que o governo federal promovesse a compra do produto, porém, dessa vez, essa política não foi posta em prática. Washington Luís criou uma política econômica que não previa a compra de café. Geralmente essa compra era feita através de empréstimos que o governo brasileiro fazia no exterior, o que colaborava para aumentar cada vez mais a dívida do país. A dívida cresceu tanto que foi preciso repensar a economia brasileira, pois havia o risco de não conseguir saldá-la. Por isso, Washington Luís via em Júlio Prestes alguém que daria continuidade a essa política econômica.
As eleições ocorreram e Júlio Prestes saiu vencedor. Porém, um fato causou uma reviravolta no país. O assassinato de João Pessoa, vice na campanha do PRM. O crime foi motivado por questões pessoais, contudo, a oposição via motivações políticas e acusou o PRP de golpista. A partir disso, foi apenas questão de tempo para os militares se porem do lado de Getúlio Vargas e do PRM e empossá-lo no presidência da República, dando fim à Primeira República.

domingo, 1 de junho de 2014

Capítulo 6: "Conflitos sociais e políticos na Primeira República"

Temas abordados
a) Canudos e Cangaço
b) Reforma Pereira Passos/Revolta da Vacina
c) Revolta da Chibata
d) Movimento Operário
e) Movimento Modernista
f) Tenentismo/Coluna Prestes

Revolução de 1930

Movimento Rurais
Canudos e Cangaço
O existência do Cangaço (ou dos cangaceiros) é resultado das realidade econômica e social do Nordeste brasileiro, controlado pelos senhores rurais proprietários de vastos domínios agrários e trata-se de uma reação ao contexto de pobreza e "falta"de terras no NE. Existiram vários grupos de cangaceiros além do mais famoso grupo de Lampião e Maria Bonita.

Canudos também é fruto do contexto nordestino. Foi uma comunidade desvinculada das grandes propriedades e senhores rurais, ou seja, sem a influência do coronelismo. Instalados em uma fazenda abandonada, a terra cultivada era de uso coletivo e seus produtos divididos por todos. Por ser independentes dos coronéis da região e por causa do seu líder Antônio Conselheiro defender a caída monarquia, a Bahia (estado onde se localizava a vila de Canudos) tinha motivos o suficientes para enviar tropas para destruir a fazenda. Porém, não houve êxito das tropas baianas, o que levou o estado a pedir ajuda do Rio de Janeiro. Várias expedições foram organizadas para destruir a vila.

Por enquanto, vocês conhecerão apenas Canudos e o Cangaço sobre os movimentos rurais de contestação. Passemos para a cidade. Talvez a principal revolta tenha acontecido no contexto da Reforma Pereira Passos

Reforma Pereira Passos (Rio de Janeiro - 1904)

Na verdade, trata-se de várias obras realizadas na cidade do Rio de Janeiro com o objetivo de modernizar, urbanizar e higienizar a capital da República. Essas mudanças mudanças tinham fortes influencias de ideias europeias, principalmente, francesas. A ideia dessas obras era dar ares europeus para a principal cidade do país, até então tomadas por casarões velhos e por diversas doenças como a febre amarela e varíola. Com isso, buscava-se também mudar a imagem do Rio de Janeiro no exterior.
Uma das principais obras realizadas no período foi a abertura da Av. Central (hoje Av. Rio Branco). Porém, para realizá-la foi preciso derrubar os diversos cortiços ocupados por diversas famílias pobres existentes na região. (isso ficou conhecido como política do "bota abaixo"). A população dessa região foi ocupar o morro da Favela (hoje Morro da Providência), fato que contribuiu para o crescimento da favelização na cidade do Rio. Logo, podemos dizer que essas obras buscavam também expulsar a população pobre do centro e transformá-lo em um espaço de circulação para a elite carioca.

(Reformas urbanas realizadas na cidade do Rio de modo autoritário e sem ouvir a população afetada por essas obras..........alguma semelhança com o que acontece com as reformas vistas hoje na cidade para Copa/Olimpíada???)

Revolta da Vacina (1904)
Como mencionado acima a ideia era também higienizar a cidade. O governo brasileiro visando controlar a febre amarela estabeleceu a obrigatoriedade de vacinação contra a doenças. Porém, estamos falando de um contexto onde a política de vacinação estava apenas começando. Era uma novidade na saúde pública. Além disso, não houve por parte do governo qualquer tipo de trabalho de informação sobre a vacinação. Por isso, muitas pessoas foram extremamente resistentes a tomar a vacina. Para resolver isso, o governo federal autorizou que a polícia acompanhasse os médicos para efetivar a vacinação. Não foram raras as vezes que a polícia invadia as casas das pessoas para obrigar os residentes a tomarem a vacinação. 
A população já descontente com as reformas urbanas, explodiu em uma revolta popular contra a obrigatoriedade da vacina, o que fez o governo recuar para controlar a situação. 

Revolta da Chibata (1910)
Por alguma razão obscura não consta esse revolta no livro de vocês. UMA FALTA GRAVE. 
A Revolta da Chibata foi uma revolta ocorrida na Marinha e reivindicava o fim dos castigos físicos na corporação. A maioria dos marujos eram provenientes das camadas mais pobres da população, geralmente negros. Logo, é fácil entender o porquê desse levante. Os castigos físicos (as chibatadas) lembravam o tempo da escravidão, ainda muito vivo na memória do país, pois o fim da escravidão ocorreu há apenas 22 anos. Os marujos se amotinaram e ameaçaram a bombardear a cidade do Rio se as reivindicações não fossem aceitas e sem sofrer penalizações pelo levante. O governo federal acatou ao pedido dos revoltosos. Porém, um outro levante e sem relação com a Chibata ocorreu, o que levou a Marinha e o Governo a reprimir fortemente o movimento degredando seus participantes para o Acre. Muitos morreram no caminho. 

Movimento Operário (1917)
Esse movimento deve ser pensando através da industrialização no país. Ainda muito no início, mas que já dava seus primeiros passos desde o final do século XIX. Porém, houve um surto de industrialização durante a Primeira Guerra Mundial porque os países europeus estavam voltados para o sustento da guerra. Por isso, o Brasil precisou desenvolver mais rapidamente a sua indústria.

Percebemos também entre os operários a forte influência das ideias do socialismo e do anarquismo. Essas ideias eram muito presentes na Europa e o Brasil recebia muitos imigrantes europeus e, com eles, vinham algumas ideias e comportamentos.
Em resumo, o Socialismo defende um sociedade igualitária, sem desigualdade social/econômica. O Estado tinha uma grande responsabilidade para tornar tal ideia possível, pois cabia a ele oferecer serviços públicos e infra-estrutura. Por outro lado, na questão política o que aconteceu nas regiões que viveram o sobre o socialismo foi a existência do Partido único. Apenas um partido era responsável por representar o povo. O Anarquismo, diferente do Socialismo, pregava também uma sociedade sem desigualdade porém sem a presença do Estado, da política ou de partidos.

Voltando ao movimento operário...
O ano de 1917 foi extremamento conturbado para o país, pois várias greves aconteceram reivindicando melhorias das condições de trabalho e a conquista de direitos trabalhistas, até então inexistentes. A pauta de reivindicação era:
a) aumento de salários
b) jornada de 8h
c) direito de associação (de formar sindicatos)
d) fim do trabalho noturno para mulheres e menores de 18 anos.
e) proibição do trabalho para menores de 14 anos.
f) ganho de hora extra

De todo esse contexto de reivindicações o que se conseguiu de direitos trabalhistas foi a criação de uma lei sobre 15 dias de férias e a limitação do trabalho de menores. Leis que seriam colocadas em prática somente na década de 1930. Por outro lado, foram criadas leis para coibir as greves e o movimento anarquista, que previam, inclusive a expulsão de imigrantes.

sábado, 31 de maio de 2014

Capítulo 5: "Primeira República"

AVI
Data: 03/60
Matéria: Capítulo 5: "Primeira República"
             Capítulo 6: "Manifestações sociais na Primeira República"

Esse período republica geralmente é dividido em:
1) "República da Espada" (1889-1894)
2) "República Oligárquica" (1894-1930)

O primeiro período de experiência republicano é denominado de República das Espadas porque quem ocupou a presidência da república nesse período foram os militares. Logo, a República Oligárquica marca o período no qual quem esteve no poder foram os civis.
Definição de Oligarquia = governo de poucos ou de uma família.

Com o fim da República era preciso uma nova Constituição para o Brasil, uma Constituição que colocasse em prática os ideais republicanos. 

Constituição de 1891
Estabelece o regime presidencialista, parlamentarista e federativo.
Presidencialista - o país seria governo por um presidente através de eleições.
Parlamentarista - Parlamento formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Federativo - liberdade de criação de leis e impostos estaduais.
Divisão dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e fim do Poder Moderador

voto aberto e direto - O voto deixava de ser censitário, ou seja, não era mais necessária a comprovação de renda para votar.

Economia no período
Marcada pela política econômica do Encilhamento. O objetivo desse programa era desenvolver as indústrias do país através de empréstimos para aqueles que estivem interessados em investir e empreender. O Encilhamento não foi bem sucedido porque os empréstimos concedidos pelo governo eram utilizados para outros fins e não incentivavam a produção do país. A principal consequência dessa política foi a alta inflacionária (alta dos preços), fato que eleva a pressão para a saída de Marechal Deodoro da Fonseca da presidência.

A situação torna-se insustentável a partir do momento que Deodoro fecha o Congresso Nacional, fato que ocasionou a Revolta da Armada e culmina com a renúncia do presidente e assume o vice, Marechal Floriano Peixoto.

Porém, uma nova questão foi aberta. Pela Constituição da época, novas eleições deveriam ser convocadas caso o presidente saísse do governo sem completar 2 ano de mandato. Justamente o que havia ocorrido. Apoiado pelos burguesia paulista, Floriano ignora a Constituição e não convoca as eleições, terminando o seu mandato em 1894.

República Oligárquica (1894-1930)
A partir desse momento, os cafeicultores de São Paulo passam a ter além do poder econômico, o poder político e, com isso, governam de preferencialmente, atendendo aos próprios interesses. 
Existe 3 características políticas importantes desse período:
a) Política dos Governadores
b) Política do "Café com Leite"
c) Coronelismo e "voto de cabresto"

O objetivo da Política dos Governadores era reduzir as disputas políticas nos estados. A ideia dessa política era uma troca de apoio entre o governo federal e os estados. O governo apoiaria as oligarquias mais fortes em cada estado e, contrapartida, esses oligarcas apoiariam a política dos presidentes.

O coronelismo e o "voto de cabresto" está relacionada com essa política e também é uma troca de favores. Os coronéis (geralmente, homens ricos e influentes na área rural. Embora essa prática pudesse ser vista também nas cidades)  indicavam o candidato no qual os eleitores deveriam votar (quando ele mesmo não era o candidato!) e em troca ganharia algo que precisasse, um saco de cimento, um pequeno cargo ou um emprego em uma escola. Ou seja, o eleitor vendia seu voto em troca de algo. Pode-se dizer que os coronéis aproveitavam as precaridades dos serviços públicos e o seu poder político e econômico. Como o voto não era secreto, tornava-se muito fácil saber em quem as pessoas votavam, quer dizer, se atendia ou não aos interesses dos coronéis.

Além disso, havia a Comissão Verificadora de Poderes. Cabia a essa comissão validar ou não as candidaturas eleitas. Na verdade, era um instrumento para controlar as eleições no sentido de eleger apenas aqueles quer estavam dentro do jogo da Política dos Governadores e do Coronelismo. Algumas candidaturas eleitas pelo voto democrático foram cassadas por não fazerem parte desse esquema político. Eleições também eram muito fraudadas com a computação de votos de pessoas mortas ou com a contagem de votos repetidos.

Por fim, a Política do "Café com Leite" foi um acordo entre São Paulo (principal produtor de café) e Minas Gerais (principal produtor de leite) de alternância na presidência da República. 

Economia
Já nesse período tem início a política de valorização do café. Isso era feito através da compra do excedente produzido e estocagem pelo governo. Não foram poucas as vezes que a produção de café ultrapassava a capacidade de consumo no país ou de venda para o exterior. Com isso, o produto entrava em desvalorização. Para evitar perdas, os cafeicultores pressionavam o governo para comprar o produto, retirando-o do mercado e provocando alta nos preços. Isso começou no Convênio de Taubaté (1906). É um claro exemplo de como, muitas vezes, o governo era exercido para atender o interesse de alguns, mesmo que muitas vezes o governo federal fosse resistente (e às vezes não cedia a pressão dos cafeicultores) com relação a esse tipo de estratégia de valorização.