Estado Novo (1937-1945)
O Estado Novo é o nome da ditadura varguista iniciada a partir da suspensão das eleições.
É nesse momento, porém, que começa, de fato, uma política de industrialização no país, principalmente a criação de uma indústria de base, por exemplo, máquinas, aço, ferro, cimento. São criadas também a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional - 1941), a Companhia Vale do Rio Doce (mineradora - 1942) e a Hidrelétrica do Vale do S. Francisco para aumentar o fornecimento de energia (1945).
Houve também uma ampliação da política trabalhista, como a criação da Justiça do Trabalho (1939), o imposto sindical de 1940 e a Consolidação das Leis Trabalhistas (1943) com regulamentação do salário mínimo, da carteira profissional e a semana de trabalho de 48 horas. É incontestável o ganho dos trabalhadores. É importante escrever um pouco sobre o imposto sindical. Todo trabalhador de carteira assinada tem um dia do ano descontado do seu salário para o sindicato que o representa. O valor descontado era direcionado para o Governo Federal (comandado pelo Vargas) e depois repassado para os sindicatos. Nesse contexto, o imposto sindical tornou um meio de diminuir a autonomia dessas organizações que defendem os trabalhadores porque os sindicatos mais questionadores e combativos ficavam sem esse repasse. Por isso, considera-se que o imposto sindical foi um meio de controlar o movimento sindicalista. (Opa, mais uma questão!)
Porém, nem tudo foi bom. Uma ditadura para se manter precisa convencer as pessoas e calar a oposição. Em 1939, foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) e tinha por objetivo controlar as ideias que circulavam pelo país. A imprensa, peças teatrais, filmes e o rádio passaram a conviver com a censura. Aliás, o rádio era o grande meio de comunicação da época, pois ainda não existia a TV. É importante destacar que essa censura era aplicada principalmente para os opositores do governo varguista. Foi no período Vargas que foi criado a Hora do Brasil, programa de propaganda do governo. Atualmente, existe o Voz do Brasil e trata de notícias políticas e realizações do governo.
(Questão de DIP na prova)
A situação política mudaria novamente a partir de acontecimentos externos. Entre 1939 e 1945 o mundo mergulho novamente em um conflito, a Segunda Grande Guerra. Brasil e Alemanha mantiveram relações econômicas e políticas até 1942. Aliás, a Alemanha era o segundo parceiro econômico do país, perdendo apenas para os EUA. Porém, a relação entre Brasil e Alemanha azedaria a partir do momento que o governo Vargas prende um militante do Partido Nazista no Rio Grande do Sul e porque o Brasil passa a se alinhar aos EUA. A construção da CSN, por exemplo, foi financiada pelos americanos, em troca da instalação de bases militares no nordeste para vigiar o Atlântico. Para agravar o relacionamento, submarinos alemães bombardeiam navios brasileiros ainda na costa nacional. A opinião pública força a entrada do Brasil na guerra contra o Eixo. Vargas cede e rompe relações com a Alemanha e declara guerra. O país enviou tropas para lutar na Itália, junto com os EUA contra as tropas alemãs.
Porém, isso cria uma contradição logo usada pelos opositores de Vargas. A contradição é a seguinte: a ditadura varguista com características fascistas envia tropas para Europa com o objetivo de lutar com os Aliados (EUA, Inglaterra e URSS). Em 1944, houve o lançamento da candidatura de um opositor sem permissão do governo. Vargas se vê forçado a marcar as eleições e formar uma nova Assembleia Constituinte, para elaborar mais uma Constituição para o país. Nesse contexto, formam-se os partidos que disputariam as eleições: UDN (oposição), PSD (favorável a Vargas, reúne os empresários) e o PDT (favorável a Vargas, reúne o classe operária).
A transição da ditadura para um governo democrático tinha tudo para ser feita ainda sob o governo Vargas, no entanto, o movimento "queremista" apressa a saída de Getúlio do poder. Esse movimento (queremos Getúlio) defendia a saída de Vargas somente após as eleições e depois da formação da Constituinte. A oposição considera que isso é mais uma manobra de Getúlio Vargas para se manter o poder e, então, planeja e executa a sua deposição com o Exército.