O século XX foi marcado por duas
grandes guerras e por uma grande tensão entre os EUA e URSS. Apesar do
fim da guerra fria em 1991, os últimos anos do século não seriam
sinônimo de paz, assim como o século XXI viveu, até o momento e certo
sentido, dias um pouco melhores. A ameaça internacional deixou de ser o
comunismo no início dos anos 1990 e, à medida que nos aproximamos dos
anos 2000, passou a ser o terrorismo.
Os Estados Unidos entraram
na "Guerra ao Terror" (combate ao terrorismo) a partir dos atentados de
11 de setembro de 2001, em Nova York, realizados pela al-Qaeda de Osama
Bin Laden. Os EUA invadiram o Afeganistão em busca da captura de Bin
Laden e derrubaram o governo dos fundamentalistas islâmicos do Taleban. A
captura e morte do líder terrorista aconteceria apenas em 2011, apesar
disso a organização al-Qaeda não deixou de existir.
Em 2003, os
EUA ignoraram a determinação da ONU de não intervenção do Iraque e
invadiram o país em busca de supostas armas químicas possuídas pelos
país que poderiam ser vendidas para grupos terroristas. Mesmo com a
invasão e da derrubada do poder de Saddam Hussein não ficaram
comprovadas a existência de vínculos do governante com grupos
terroristas, nem a posse de armas químicas ou de destruição em massa. Na
verdade, o interesse dos EUA estava no subsolo: petróleo. O Iraque
possui uma das maiores reservas petrolíferas do mundo e hoje é comandada
por diversas empresas do ramo dos Estados Unidos. Vale destacar também
que o próprio presidente na época, George W. Bush, tinha relações muito
próximas com essas mesmas empresas.
Apesar da ação americana
contra o crescimento do terrorismo no mundo, a "Guerra ao Terror" não
deu fim ao atentados. Em 2004 foram realizados ações terroristas em
Madri (Espanha) e em 2005 em Londres (Inglaterra), dentre outros em
diversos países.
Os conflitos entre Palestina e
Israel também não foram resolvidos até o presente e foram adicionados
elementos que desestabilizam ainda mais a região, como a formação de
grupos fundamentalistas islâmicos, como o Hamas da palestina e do
Hezbollah, no Líbano, ambos vizinhos de Israel e a recorrente ação de
grupos terroristas, como a própria al-Qaeda e do Estado Islâmico,
presente em vários países.
Contudo,
houve uma novidade a partir de 2010 no mundo árabe. Um movimento
iniciado na Tunísia por melhor qualidade de vida, mais liberdades e
direitos se espalhou para o Egito e alcançou diversos países, como a
Líbia, Síria, Iêmen, Bahrein, dentre outros. Essa fato histórico ficou
conhecido como Primavera Árabe. O Ocidente acompanhou as
manifestações nesses países principalmente a partir de meios
eletrônicos, como o Facebook e o Twitter, utilizados pelos jovens para
espalhar suas ideias e seus desejos e para divulgar as ações de
repressão dos governos aos movimentos.
Em todos esses países percebemos diferentes consequência em cada um deles. Apesar de registrar mortes a
Tunísia passou por um processo mais pacífico do que os outros e em 2014
conseguiu formar um governo democrático e conciliado com um islã
político, além de aprovar uma Constituição com maiores liberdades
políticas e mais igualitária. As manifestações no Egito provocaram as
primeiras eleições presidenciais em 30 anos. O presidente eleito não
conseguiu realizar as mudanças pedidas pela população e por isso, novas
manifestações foram registradas e novo presidente foi deposto. Na Líbia
houve a derrubada do ditador de Muammar Kadafi e na disputa pelo poder, o
país mergulhou em guerra civíl. O mesmo é constatado na Síria do
ditador Bashar al-Assad que resiste no poder ao utilizar o aparato
militar e policial contra os civis opositores do regime. É o que
chamamos de guerra civil.
É isso tudo! : (