A prova trará os conteúdos dos capítulos 1 e 2 da unidade 6, ok?
Fiz uma cronologia no final porque apareceram muitos anos, mas não se preocupem, eles não serão cobrados na prova.
Fiz uma cronologia no final porque apareceram muitos anos, mas não se preocupem, eles não serão cobrados na prova.
O capítulo 1 trata do início da Guerra Fria (1947) e do constante reequilíbrio de forças entre Estados Unidos e União Soviética, as duas superpotências que disputariam a supremacia econômica, política e diplomática por todo o mundo ao longo de quase todo o século XX (1947-1989). Após a guerra a Europa perde sua hegemonia política, e por isso, ambas as potências comandaram a formação de dois blocos antagônicos, o capitalismo representado pelos Estado Unidos e o socialismo pela União Soviética.
Recordem que esse fato histórico que cobre praticamente todo o século XX recebeu esse nome porque nunca houve um enfrentamento direto entre EUA e URSS. Existiram sim, momentos de maiores tensões entre ambos que quase resultaram em enfrentamento. Porém, os combates eram travados em outros países em função da disputa por espaços de influência ou apenas por um intenso debate ideológico.
Como já apontado acima a Guerra Fria teve início no ano de 1947 quando, o então presidente dos EUA, Harry Truman defendeu a necessidade de combater o socialismo pelo mundo e deter o seu avanço. Chegava ao fim da aliança entre Estados Unidos e URSS estabelecida durante a guerra para lutar contra a Alemanha nazista. O socialismo encontrava um campo fértil para sua aceitação logo no pós-guerra em razão da intensa destruição e falta de estrutura provocada pelo conflito e, além disso, praticamente todo o leste europeu entrou sobre domínio soviético após 1945.
Para conter maiores avanços da URSS, os Estados Unidos ainda em 1947 lançam o Plano Marshall, um programa de ajuda econômica para a reconstrução dos países europeus. Pouco tempo depois, em 1949, os EUA formaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar que estabelecia apoio mútuo em caso de ataque soviético. A URSS, por sua vez, também montou um plano de ajuda econômica e aliança militar entre países sobre sua influência. Pelo lado da economia foi lançada, em 1949, o Conselho de Assistência Econômica Mútua (COMECON) que previa a integração (ligação) econômica e incentivo do comércio interno entre os países sob domínio soviético e o Pacto de Varsóvia (1955) estabelecia a aliança militar entre os países europeus sobre influência socialista aos mesmos moldes da OTAN.
Em resumo:
Para o lado dos EUA:
OTAN: aliança militar entre países sob influência capitalista
Plano Marshall: ajuda econômica dos EUA para a reconstrução da Europa (países como Alemanha, França e Inglaterra)
Para o lado da URSS
Pacto de Varsóvia: aliança militar entre URSS e países europeus sob sua influência
COMECON: integração econômica entre os países sob influência socialista
Conforme já mencionado diversas vezes o conflito entre EUA e URSS foi muito mais ideológico do que um confronto direto e quando esses conflitos aconteciam, eles se desenrolavam em regiões periféricas do mundo e sempre com características em comum, isso quer dizer, a disputa por zonas de influência e equilíbrio de forças. Foi assim com a Guerra da Coreia (1950-1953) ou a Guerra do Vietnã (1965-1975), além de várias interferências militares dos Estados Unidos sobre outros países.
Pelo lado europeu, a manutenção na influência capitalista americana ocorreu através do Plano Marshall e da OTAN porque o mundo passou por uma significativa expansão do regime socialista exemplificada por todo o leste europeu em 1945, a China por meio da Revolução Chinesa em 1949 e a tentativa da Coreia do Norte de expandir sobre a Coreia do Sul em 1950. Por fim, os EUA seriam obrigados a conviver com um governo socialista tão perto do seu próprio território porque Cuba buscou apoio soviético em 1961, para manter a sua revolução nacionalista iniciada em 1959.
Sobre nacionalismo
Por quase metade do século XX ainda existiam no mundo várias colônias, seja na África ou na Ásia. Após as guerras mundiais, principalmente a segunda, o discurso nacionalista de libertação colonial ganharia muito mais força e adeptos nas diversas regiões sobre domínio europeu. Além disso, é importante também destacar como causas do crescimento do nacionalismo e consequente descolonização o discurso de autodeterminação dos povos defendido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e o alto desgaste promovido pela guerra.
A Índia, por exemplo, um dos casos mais famosos de luta pelo fim do controle colonial no início do século XX e a obteria em 1947, com destaque para a liderança de Mahatma Gandhi, defensor de um processo de independência baseada no princípio da não violência, construído, por exemplo, a partir do não consumo dos produtos ingleses ou não pagamento de impostos. O continente africano até os anos 1960 passará também por um intenso processo de descolonização e serão formados praticamente todos os países entre a década de 1950 e 1960, exceto Angola e Moçambique, inseridos em um contexto específico com relação a Portugal.
Há o caso também da África do Sul. Porém, a luta dos sul-africanos não foi para obter a independência, mas sim para superar o regime do apartheid que estabelecia a segregação espacial entre negros, maioria da população, e os brancos. Essa reivindicação ganharia força nos anos 1950, mas chegaria ao fim somente em 1992 em função da forte pressão interna da própria população e a pressão externa de outros países e do consequente isolamento diplomático que a África do Sul vivia em razão da manutenção da segregação estabelecida por lei. Apenas em 1994 houve a primeira eleição presidencial com o direito de participação de toda a sociedade sul-africana e Nelson Mandela foi consagrado nas urnas, a figura mais proeminente da luta pelo fim do apartheid, e tornou-se o primeiro presidente negro a governar o país.
Devemos retornar ao panorama do mundo nesse contexto: a Guerra Fria. Os EUA e a URSS viam esses novos países que passavam pela libertação colonial como novos espaços para garantir zonas de influência e como os conflitos indiretos aconteceram (e aconteciam) nas regiões periféricas, alguns países buscavam uma posição neutra entre as duas superpotências através da política de não alinhamento. O não-alinhamento foi lançado na Conferência de Bandung, em 1955, na Indonésia e, inicialmente reuniu países como a Iugoslávia, o Egito, a Índia e a Etiópia. Posteriormente, outros países aderiram a esse posicionamento também. Além desse posicionamento independente o não-alinhamento também tinha como pauta o combate ao colonialismo e a recusa aos pactos militares.
Cronologia
Guerra Fria (1947-1989)
1947: lançamento do Plano Marshall
1947: independência da Índia
1949: formação da OTAN
1949: Revolução Chinesa
1949: lançamento da COMECON
1950: Guerra da Coreia (1950-1953)
1955: Pacto de Varsóvia
1955: Conferência de Bandung e a política do não alinhamento
1959: Revolução Cubana
1965: Guerra do Vietnã (1965-1975)
1992: fim do apartheid
1994: eleição de Nelson Mandela na África do Sul