segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capítulo 6: "Conflitos sociais na Primeira República" (continuação)

Movimento Modernista (1922)

O Modernismo foi um movimento de intelectuais e artistas iniciado na Semana de Arte Moderna, em São Paulo, no ano de 1922. O objetivo deles era se opor ao discurso vigentes de valorização dos traços culturais europeus, ou seja, pregavam o enaltecimento do que era nacional e da mistura cultural brasileira. Porém, outros intelectuais e muito antes de 1922 já escreviam que o segredo do Brasil era justamente a sua miscigenação. Contudo, apenas os modernistas ficaram conhecidos por defender tal discurso, nomes como Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.

Tenentismo (1922)

O Tenentismo foi um movimento surgido dentro do Exército e como nome já diz era formado por tenentes (embora houvesse também a presença de alguns capitães). Eles eram a favor de uma moralização da política, com a realização de eleições limpas e sem votos de cabrestos ou da política do café com leite. Por outro lado, eram a favor de um governo mais centralizado (ao contrário da Constituição que previa o federalismo = maior liberdade de decisão para os Estados) e não eram favoráveis ao voto universal e às eleições diretas. Eles possuíam também motivações internas que surgiam dentro do Exército e nada tinham a ver com a realidade social ou política do país. Além disso, não necessariamente pertenciam à classe média, pois suas famílias vinham ou de uma oligarquia mais empobrecida ou de famílias de militares de longa data.

Foi no contexto do Tenentismo que surgiu a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes. A coluna, formada por várias integrantes do movimento tenentista percorreu várias regiões do interior do país com o objetivo de mobilizar a população do interior para contestar o regime. Muitas vezes a coluna era recebida a tiros pelos jagunços do coronéis. Prestes será um personagem importante na história do Brasil nos próximos episódios.

Revolução de 1930
A revolução foi uma cisão (ruptura) entre as oligarquias. Uma crise no acordo do "café com leite". A presidência do país era ocupada pelo paulista Washington Luís que deveria apoiar a candidatura mineira de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Porém, o paulista indica para a presidência Júlio Prestes, outro paulista, quebrando assim o acordo do "café com leite". Surge aí uma disputa entre o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro). Minas era buscar a aliança do Rio Grande do Sul, formando assim a Aliança Liberal. É composta a chapa Getúlio Vargas (RS) para presidência e João Pessoa (PA) para vice. 
Dentro desse contexto está a crise de 1929 = A quebra da bolsa de valores Nova York e da economia dos Estados Unidos gerando uma crise econômica mundial. O Brasil sentiu a crise através do café porque o principal consumidor do café brasileiro eram os Estados Unidos. Houve forte pressão dos cafeicultores paulistas para que o governo federal promovesse a compra do produto, porém, dessa vez, essa política não foi posta em prática. Washington Luís criou uma política econômica que não previa a compra de café. Geralmente essa compra era feita através de empréstimos que o governo brasileiro fazia no exterior, o que colaborava para aumentar cada vez mais a dívida do país. A dívida cresceu tanto que foi preciso repensar a economia brasileira, pois havia o risco de não conseguir saldá-la. Por isso, Washington Luís via em Júlio Prestes alguém que daria continuidade a essa política econômica.
As eleições ocorreram e Júlio Prestes saiu vencedor. Porém, um fato causou uma reviravolta no país. O assassinato de João Pessoa, vice na campanha do PRM. O crime foi motivado por questões pessoais, contudo, a oposição via motivações políticas e acusou o PRP de golpista. A partir disso, foi apenas questão de tempo para os militares se porem do lado de Getúlio Vargas e do PRM e empossá-lo no presidência da República, dando fim à Primeira República.

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