domingo, 24 de agosto de 2014

Segunda Grande Guerra (1939-1945)

Turma, essa
Essa é a primeira parte da matéria da AVI.

     A II Guerra é uma continuação da antecedente. Isso porque a Primeira Grande Guerra reforçou questões mal resolvidas entre os países, principalmente entre a França e a Alemanha. Lembrem-se que o Tratado de Versalhes de 1918, que pôs fim ao primeiro conflito mundial considerou a Alemanha culpada pela guerra e estabeleceu uma série de punição aos alemães, incluindo, pagar indenizações ao ganhadores, a França e a Grã-Bretanha (Inglaterra).
      Não podemos esquecer também que a Alemanha, desde 1933, era comandada pelo regime Nazista. O nazismo e, podemos ressaltar, dentre outras características, o seu aspecto bélico e expansionista; quer dizer, seu espírito de guerra e de ocupar outras regiões. A Alemanha nazista e a Itália fascista ocuparam outras regiões que não faziam parte do seu território, mas a expansão alemã que deu início ao segundo conflito mundial. Em 1938, A Alemanha de Hitler avança sobre Áustria e anexa o país sem disparar um tiro. No mesmo ano, os alemães avançam sobre os Sudetos, na Tchecoslováquia. 
      Porém, nessa anexação, há reação da Inglaterra e da França. Esses dois países e a Alemanha se reúnem em Munique na tentativa de frear o avanço alemão. Inglaterra e França entregaram a Tchecoslováquia à Hitler e exigiram que a Alemanha não fizesse mais avanços. Essa concessão dos ficou conhecida como "Política de Apaziguamento". Uma tentativa de não entrar em guerra com a Alemanha porque a Primeira Grande Guerra (1914-1918) ainda estava viva na memória dos europeus atingidos e também porque o conflito atingiu números até inéditos em termos de mortalidade, custos e destruição. Além disso, a Inglaterra não tinha muitos recursos para enfrentar a Alemanha por causa da Primeira Guerra e também por causa da crise de 1929.
     A Alemanha, por outro lado, conseguiu em 1939 um tratado com a União Soviética (URSS) - comandada por Stalin - de não agressão. Algo vantajoso para ambos os lados, embora provavelmente não durasse por muito tempo. Com esse tratado a Alemanha eliminava a possibilidade de enfrentar a União Soviética e ter que dividir as suas forças. Por sua vez, Stalin evitava um entrar em conflito sozinho contra a Alemanha.
     Em setembro de 1939 as tropas alemães invadem a Polônia e, com isso, quebram o acordo da Conferência de Munique e, por isso, Inglaterra e França se veem obrigados a declarar a guerra. Em pouco tempo fica evidente a superioridade da máquina de guerra alemã e sua força através da tática do blizkrieg (=guerra relâmpago) com o objetivo de realizar ataques rápidos para reduzir as baixas e reduzir a possibilidade de reação inimiga. Em 1940, a Alemanha já havia dominado vários países da Europa, incluindo a França. Por isso, o país foi dividido em dois. O Norte estava ocupado pelas tropas nazistas e o Sul formou um governo de colaboração com os alemães, a Repúblic de Vichy. Ao mesmo tempo surge o movimento de resistência francesa, liderado pelo general Charles de Gaulle. 
     Após a França, faltava a Inglaterra. Porém, o país é uma ilha. Por causa disso, Hitler optou por bombardear fortemente o país, principalmente Londres, para forçar uma rendição. Mas os ingleses resistiram e a Real Força Área (RAF, em inglês) teve papel muito importante nessa resistência. 
     Enquanto isso, do outro lado do mundo, os Estados Unidos são empurrados para a II Grande Guerra por causa do ataque surpresa japonês a base naval americana de Pearl Harbor, no Hawaii (1941). O Japão já havia dominado a China e parte do Sudeste Asiático e avançava sobre área de influência dos EUA. Após essa ataque os japoneses declaram guerra aos EUA. Este fato marca a entrada dos norte-americanos no conflito.

    Por outro lado, na Europa, o conflito ganhava outra frente de batalha porque a Alemanha decide quebrar o pacto de não-agressão estabelecido com a URSS e a invade. Porém, o rigoroso inverno russo e a tática de "terra arrasada" dificultam a ação das tropas alemãs e na virada de 1942-1943 os soviéticos impõem a primeira derrota à Alemanha. A partir desse momento, Stalin, o chefe da URSS, determina o avanço do exército soviético até a capital da Alemanha, Berlim. 
    Do lado Ocidental é firmada a aliança entre os Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética (URSS) para combater a Alemanha e enquanto isso, nos campos de batalha, a Itália decide se retirar da guerra.
Em 1944, o ocorre o "Dia D" (Dia da Decisão). Trata-se de uma das maiores operações de guerra já realizadas e foi o dia que marcou o desembarque das tropas aliadas na Normandia, no Norte da França. A partir desse momento, a desgastada máquina de guerra da Alemanha lutava em duas frentes no conflito. De um lado contra americanos e ingleses e, do outro, contra os soviéticos. Por causa do avanço dos aliados e do imenso desgaste a Alemanha, em 1945, Berlim cai sobre domínio das tropas Aliadas e poucos dias depois a Alemanha declara a sua rendição.
No entanto, a guerra continuava no Oriente porque o também desgastado Japão ainda não havia se rendido e não dava sinais de que faria isso. Por isso, o Projeto Manhattan foi testado em Hiroshima. Esse projeto desenvolveu secretamente a bomba atômica. Para os Estados Unidos, usar a bomba contra as cidades japoneses foi o meio encontrado (por eles) para obrigar a rendição do país e evitar um grande número de baixas nas tropas estadunidenses e dar um fim, de fato, para a Segunda Grande Guerra. É certo que Hiroshima e Nagasaki eram importantes cidades no abastecimento militar, porém, ali também habitavam milhares de civis japoneses. Porém, isso não foi levado em consideração pelos EUA e as maiores bombas que o mundo já vira foram lançadas sobre as cidades, destruindo-as.

Usar a bomba atômica nesse momento era um recado dos EUA e URSS no sentido de demonstrar poder de guerra para os soviéticos. Curiosamente, pouco tempo depois, aliança estabelecida entre os dois para combater o inimigo comum, a Alemanha, é desfeita, e ambos protagonizam o que chamamos de Guerra Fria.



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