segunda-feira, 1 de junho de 2015

Unidade 3 - Estados Unidos nos anos 1920

Olá,
A aula sobre esse tema foi muito maior e com várias informações. Porém, por uma questão de tempo e agilidade escreverei apenas sobre o que está na prova, ok?

Ao que interessa...

American way of life, consumo, crédito, fordismo, ações e Bolsa. Palavras chaves desse conteúdo. 
A década de 1920 foi muito próspera para os Estados Unidos por vários motivos. 1) Apesar de ter participado da Primeira Grande Guerra (1914-1918) o país não viveu a destruição de regiões produtivas porque o palco do conflito foi a Europa e parte da Ásia. 2) As principais potências europeias estavam arrasadas ao final da guerra e os EUA tiveram papel fundamental na recuperação econômica desses países através de investimentos e empréstimos.
Foi uma época de grande euforia nos Estados Unidos. Afinal, eles saíram vitoriosos da guerra e, em breve, entrou em grandes crescimento econômico. 

Além de obter altas vendas de importações para os países europeus, surgiu nos Estados Unidos uma forte onda de consumo. Surgia, então, o american way of life. Baseado nos salários e na obtenção de crédito a população americana era incentivada a comprar os principais produtos da época, como os rádios, telefones, geladeiras, automóveis, dentre outros. Esses artigos, também conhecidos como bens de consumo, passaram por uma redução de preços a partir do desenvolvimento e aplicação do fordismo. Uma das principais características desse modelo de produção é a divisão de tarefas na "linha de montagem" e cada setor de uma fábrica ficaria responsável por uma parte da fabricação do produto. Em razão disso, o fordismo conseguiu reduzir custos, o tempo de produção e ampliar a capacidade produtiva. 
E qual era o objetivo? Formar uma produção em massa para abastecer o consumo em massa.

Entretanto, o american way of life não era para todos. Esse estilo de vida atingiu, principalmente, a classe alta e média dos Estados Unidos e apesar do notável crescimento econômico e da prosperidade que o país vivia, setores da sociedade, como a população negra e de imigrantes, permaneceram marginalizados em função das desigualdades sociais produzidas pela concentração de renda. 

Em meados da década de 1920 a economia demonstra os primeiros sinais de supeprodução, ou seja, produzia-se mais do que o mercado consumidor era capaz de absorver. Logo, forma-se estoque e, então, a queda dos preços. A indústria e o campo passaram a reduzir a produção e realizar demissões para se ajustar. 

Falta o outro componente desse quebra-cabeças: A Bolsa de Valores e as ações.
Nesse tempo o investimento em bolsa de valores através da compra de ações de empresas como a Ford passaram por um grande crescimento. Em razão da alta procura na primeira metade da década o valor das ações cresceu consideravelmente e, assim, como os outros produtos, eles podiam ser adquiridas através de crédito. 

A partir da segunda metade da década de 1920, com os primeiros sinais da crise de superprodução, as indústrias começaram a reduzir os seus investimentos. Porém, o objetivo ao vender ações é utilizar os recursos recebidos em capacidade produtiva (produzir mais e mais veloz) e a elaboração de novos produtos. Porém, esse investimento tornou-se praticamente especulativo, ou seja, obtinha-se a ação apostando na valorização e depois a revendia, realizando o lucro.

Esse quadro de superprodução, demissões, manutenção de crédito e investimentos especulativos se prolongou até outubro de 1929, quando houve a quebra da Bolsa de Nova York. Diante do grande volume de venda das ações houve uma queda acentuada do valor das mesmas. Logo, as pessoas que compravam as ações perdiam seus investimentos e, consequentemente, não tinham como saldar suas dívidas com as corretoras que vendiam as ações ou com os créditos bancários. Sem esquecer o grupo cada vez maior de desempregados. 
(Menos emprego, menos consumo, menor lucro - demissão. Até mesmo ao fechamento completo das fábricas.)
Rapidamente o país mergulha em uma grave crise e em recessão (ausência de crescimento econômico). Ao longo dos anos de 1930, 1931 e 1932 diversas fábricas e bancos faliram e o número de desempregados atingiu altos níveis.  
Lembra que os Estados Unidos era o grande investidor e financiador do mundo e reconstrução da Europa? Esses investimentos somem do Velho Mundo e tornam a crise mundial. A Alemanha será o país mais atingido, depois dos Estados Unidos, pela crise de 1929. (Em momentos de crise, as radicalizações políticas ganham mais forças...). A única região que não sofreria efeito algum foi a União Soviética (URSS) porque todos os demais países haviam cortado relações diplomáticas e comerciais.

New Deal (1933)
O New Deal é um conjunto de medidas do Estado para intervirem na economia. 
Exemplo: o governo passa a regular a produção a partir de uma política de preço mínimo, compra do excedente, subsídios ou até mesmo a destruição das mercadorias. 
O governo dos Estados Unidos passaram a investir em grandes obras públicas para aumentar o número de empregados e, consequentemente, de consumidores. Por fim, o Estado passou a intervir também na relação entre trabalhadores e empresários, com a criação de salário mínimo,a limitação da jornada de trabalho, previdência e outros benefícios. O objetivo era garantir alguma seguridade social (por algum tempo) para quem perdesse o emprego.

O New Deal começou a resolver a crise nos Estados Unidos, mas não salvou completamente a economia. Isso aconteceria alguns anos depois. Além disso, a crise foi um dos fatos históricos que trouxe consequências mundiais.

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