domingo, 29 de março de 2015

Unidade 1 - capítulo 3: movimento operário

No capitulo 3 nós vamos ver os movimentos operários.

Naquela época nós estávamos tendo a transição do século XIX para o XX, e com isso muitos imigrantes vieram para o Brasil (portugueses, italianos e espanhóis). As principais cidades com mais imigrantes eram: RJ, SP, MG, Sul e NE. Houve um forte aumento de trabalho no campo e nas cidades devido aos imigrantes.
Temos que lembrar que naquela época o Rio de Janeiro era o estado mais industrializado do Brasil.

Condições de trabalho
Os trabalhadores sofriam bastante, pois as longas jornadas de trabalho eram muito longas, o salário baixo, haviam constantes acidentes devido a falta de equipamentos e a jornada de trabalho noturna para mulheres e jovens.
As condições de trabalho nas fabricas eram praticamente escravas, com a carga horária de 10 a 14 horas e, em alguns casos, de 17 horas, os trabalhadores estavam sujeitos a multas e ate castigos físicos devido ao baixo rendimento, atrasos, demora no banheiro, brincadeiras e conversas.

Anarquismo e socialismo

Os operários italianos e espanhóis trouxeram para o Brasil as ideias do anarquismo e do socialismo, difundidas na Europa na época.
Enquanto os socialistas eram mais pacíficos e a favor da negociação, os anarquistas queriam superar o governo [Estado].
Em 1906,  os anarquistas lançaram uma campanha no jornal que pedia a diminuição da carga horária para somente oito horas por dia. Com isso, os trabalhadores foram estimulados para fazerem greves, sabotagens, boicotes e passeatas. Essas ações eram reprimidas com rigor pela policia.
Os estrangeiros que participavam dessas greves era expulsos do pais e os demais brasileiros eram presos e deportados para o Acre.

Greve de 1917

Em 1917, as greves dos trabalhadores se transformaram em uma greve geral e nesse momento os donos das indústrias tiveram muitos problemas.
Os trabalhadores estavam revindicando para as melhores condições de trabalho como, as menores jornadas de trabalho, o aumento salarial e a restrição do trabalho noturno para mulheres e jovens.
Dia 9 de julho, houve um confronto entre a policia e os grevistas que ocorreu a morte de um sapateiro anarquista que causou a agressão nas greves.

As greves estavam acontecendo no estado de São Paulo, mas com o aumento de anarquistas foi se expandindo para outros estados como, Rio de janeiro, Paraná, Bahia, Minas gerais, Mato grosso, Rio grande do sul e Santa Catarina. A lei sobre indenização por acidentes de trabalho foi conquistada em 1919 e a lei garantia 15 dias de férias anuais, em 1926. Entretanto, a jornada de oito horas, a grande reivindicação dos trabalhadores, só foi instituída por lei em 1930.

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