quinta-feira, 6 de abril de 2017

Unidade 4 - Capítulo 1 - Totalitarismo

Oláááááááááá
Não se esqueçam. Nosso conteúdo é Totalitarismo (Fascismo e Nazismo) e Segunda Guerra (1939-1945)

É o seguinte.
Para entender o totalitarismo precisamos lembrar de dois assuntos. Um deles é uma das consequências da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Após o conflito, os europeus, de modo geral, adotaram uma posição descrente em relação ao liberalismo político, como a liberdade democrática, a participação política por eleições e a existência de diferentes posicionamentos políticos, porque todas essas ideias não foram capazes de evitar um confronto que ganhou proporções até então inéditas. Em parte, isso explica o nascimento do Fascismo na Itália.
Além disso, devemos lembrar também, as consequências da crise de 1929. Com a quebra da bolsa houve o aprofundamento da crise nos Estados Unidos e a generalização dela por todo o mundo, atingindo fortemente a Alemanha, extremamente ligada a economia americana pelos empréstimos para a reconstrução do país. Logo, a crise é um dos fatores que explicam o fortalecimento do nazismo na Alemanha.
No entanto, vocês devem lembrar que o cenário no pós primeira guerra não era empolgante. A humanidade agora tinha certeza que conseguia entrar em um conflito e batalhar até a exaustão, acumulando não apenas enormes perdas materiais, de plantações e fábricas, mas também uma gigantesca perda humana. Não podemos desconsiderar o panorama econômico de desemprego e inflação após o conflito. Se juntarmos tudo isso temos um contexto fértil para o desenvolvimento de ideias extremistas.
Na Itália, o fascismo adquiriu força logo no após o final da guerra porque o país não recebe as compensações territoriais prometidas pela Tríplice Entente (Reino Unido e França) e, com isso, criou-se uma ideia de governo fraco que não conseguia ter seus interesses atendidos e, some-se a isso, o desprezo que havia em relação à democracia. Em 1919, liderados por Benito Mussolini, já houve registro de atividades de fascistas que perseguiram tanto liberais, como a esquerda política (socialistas e anarquistas). Por outro lado, de acordo com relatos biográficos, nesse mesmo período na Alemanha, Adolf Hitler, uma das principais figuras do século XX não sabia muito bem o que fazer da sua própria vida, uma vez que a guerra, uma experiência que finalmente deu sentido para sua vida não mais existia. O ingresso no Partido Nazista ocorreria apenas em 1920.
O mais interessante é pensar o que Fascismo e Nazismo têm em comum.
Ambos tem um líder: Mussolini, na Itália e Hitler, na Alemanha. 
Ambos desprezam a democracia, assim como o liberalismo e os vários partidos. Basta lembrarmos que enquanto existiu o totalitarismo, o Partido Nazista foi o único existente na Alemanha e o mesmo ocorreu na Itália. 
Ambos são nacionalistas extremados e defendem seus países de forma agressiva.
Ambos possuem uma forte política militarista de desenvolver, treinar e armar seus exércitos.
Ambos defendem o domínio de outras regiões, ou seja, expansão territorial sobre outros países. Na Alemanha, essa ideia ganhou o nome de  "espaço vital".
O que é muito particular na Alemanha é o antissemitismo e a perseguição e o que se costuma denominar de minorias. Como exemplo, podemos citar o grupos hoje conhecido como LGBT, os negros, deficientes físicos e mentais. Por diferentes motivos, a ideia de uma "raça pura" e de superioridade da "raça ariana" tornou-se extremamente forte na Alemanha e todos aqueles que desviassem do que seria considerado o tipo ideal de alemão ou alemã deveria ser marginalizado.
E como convencer tantas pessoas a abraçarem algo tão conversador?
Não se esqueçam que a sociedade, em grande parte, procurava uma alternativa ao liberalismo e a democracia. Para a maioria, o crescente movimento socialista não era uma opção e, por muitas vezes, a experiência totalitarista é explicada como uma resposta ao temor do avanço socialista no mundo. Não se esqueçam também que o cenário econômico não era favorável, seja na Itália ou na Alemanha e recorde que o Tratado de Versalhes era odiado por todos os alemães. Por fim, temos dois personagens que possuem um grande poder de convencimento. Mas isso não basta.
Uma vez no poder os governos fascistas e nazistas incentivaram maciçamente o desenvolvimento de propaganda por todo o país, com uma ampla diversidade de temas. Como o culto ao líder, o culto à nação pelo nacionalismo, a negação das diferenças sociais, a formação e identificação de quem deveria ser perseguido (como os judeus), a formação de uma ideia de unidade e negação das individualidades para o desenvolvimento da nação. O desenvolvimento e reforço de gestos, assim como manifestações públicas gigantescas com bandeiras do país por todo o lado, assim como do único partido existente. (Há várias imagens na internet que mostram reuniões públicas na Alemanha com bandeiras nazistas por todos os lados)
Devemos lembrar também do controle dos meios de comunicação através da censura aos jornais, livros e qualquer material impresso para controlar a circulação de ideias contrárias aos regimes totalitários.  Por fim, podemos citar também o controle exercido sobre as escolas para convencer, desde cedo, que o totalitarismo era algo...bom. 

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